Integrantes do TCP são condenados por tráfico de drogas em Miracema

Traficantes atuavam no bairro Jove e foram descobertos após assassinato de um rival, em 2019

Nove integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que atuavam no bairro Jove, em Miracema, no Noroeste Fluminense, foram condenados nesta terça-feira (27). A sentença, proferida pela 2ª Vara da comarca local, impôs penas que variam entre cinco e sete anos de prisão aos acusados, todos denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por associação ao tráfico de drogas.

Receberam as penas mais altas, de sete anos de reclusão, Diogo Sodré Gonçalves e Pedro Wilson da Silva Oliveira. Gustavo de Oliveira Arantes foi condenado a seis anos e nove meses. Já Jamerson dos Santos Ribeiro, Luiz Antônio Duarte de Freitas, Lorran da Silva Faria e Janderson dos Santos Ribeiro receberam penas de seis anos, um mês e 15 dias de prisão. Anderson Periard da Silva Júnior e Rajane Fábio Patrocínio Junior foram sentenciados a cinco anos e três meses.

As investigações que culminaram nas condenações começaram em novembro de 2019, após a execução de Marcus Emiliano da Cunha Silva, alvejado a tiros na Rua Manoel do Couto Paiva, também no bairro Jove. A vítima respondia a processos por tráfico e teria sido assassinada por traficantes rivais.

Durante a apuração do caso, os investigadores tiveram acesso, com autorização judicial, ao conteúdo do celular de um dos suspeitos do homicídio. A partir daí, descobriram um grupo criminoso com rígida divisão de tarefas, voltado à comercialização de entorpecentes e ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP).

De acordo com a sentença, a cidade de Miracema tem sido palco de intensos confrontos entre o TCP e o Comando Vermelho, que disputam o controle do tráfico de drogas na região. “O bairro Jove está sob comando do Terceiro Comando Puro, que alicia adolescentes residentes na referida comunidade, e nas circunvizinhas, para exercerem a função de ‘vapor’ do tráfico. Os integrantes do TCP ainda promovem homicídios e ataques armados a integrantes e ao território da facção rival, deixando a população da cidade refém do medo”, afirma um trecho da decisão judicial.

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