No segundo dia de operações na Maré, Fiocruz recomenda trabalho remoto e 44 escolas da região suspendem as aulas

Além disso, quatro unidades de saúde estão com as portas fechadas: o Centro Municipal de Saúde Vila do João e as Clínicas da Família Adib Jatene, Augusto Boal e Jeremias Moraes da Silva

A operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que entrou em seu segundo dia consecutivo nesta quarta-feira (12), impactou os serviços oferecidos à população e o funcionamento de instituições nas proximidades. Quarenta e quatro escolas suspenderam as aulas, sendo duas da rede estadual, onde estudam 900 alunos, e 42 da rede municipal. Além disso, quatro unidades de saúde fecharam as portas: o Centro Municipal de Saúde Vila do João e as Clínicas da Família Adib Jatene, Augusto Boal e Jeremias Moraes da Silva.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) adotou o trabalho remoto no Campus Manguinhos-Maré. Em nota, a instituição afirmou que “devido à operação policial realizada ontem (11/6) na comunidade da Vila do João e aos conflitos nas proximidades, com interdição de trecho da Avenida Brasil, a Fiocruz decidiu adotar a modalidade de trabalho remoto hoje, 12/6”. A orientação não se aplica apenas às atividades essenciais, que não podem ser interrompidas.

A medida é de caráter preventivo, visando se precaver de possíveis novos eventos de risco e preservar a segurança de trabalhadores, estudantes e demais frequentadores do campus. As equipes da Gestão de Vigilância e Segurança Patrimonial da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic) continuam monitorando a situação do entorno.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomendou que atividades avaliativas sejam suspensas nesta quarta-feira. As que forem realizadas devem ter a segunda chamada assegurada e as faltas dos estudantes deverão ser abonadas. “A prefeitura universitária está atenta e em contato com os agentes de segurança. Qualquer mudança de orientação será imediatamente informada ao corpo social da UFRJ”, afirmou a universidade em um comunicado.

Nesta terça-feira, a Maré e seu entorno viveram um dia de violência. O terceiro-sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Jorge Henrique Galdino Cruz morreu mesmo após tentativas de reanimação no Hospital Federal de Bonsucesso. O segundo-sargento Rafael Wolfgramm Dias, também do Bope, passou por cirurgia e segue internado no CTI da unidade. Dois suspeitos também morreram.

Em reação à operação policial, bandidos incendiaram um ônibus na Avenida Brasil, na pista sentido Zona Oeste, no trecho em frente à Fiocruz. A Linha Vermelha chegou a ser interditada, causando pânico entre os motoristas que passavam pelas duas vias expressas.

Com informações de O Globo.  

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