Menino baleado na Maré mobiliza Comissão de Direitos Humanos da Alerj

Deputada Dani Monteiro diz que operação expôs moradores e crianças a riscos inaceitáveis durante confronto na Nova Holanda

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj) informou que está acompanhando o caso do menino de 12 anos baleado dentro de uma escola no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, durante uma operação policial na manhã desta quarta-feira (26).

Segundo a comissão, o episódio reforça a necessidade de rever estratégias de segurança pública para evitar que civis sejam atingidos em meio a confrontos entre grupos rivais, especialmente em áreas próximas a unidades escolares e de saúde. O colegiado se posicionou após uma série de impactos causados pela ação, que começou no fim da manhã e se estendeu por várias áreas da região.

Criança ferida durante atividade escolar

O estudante de 12 anos participava de uma atividade de ciências no pátio do Ciep Hélio Smidt, localizado ao lado do 22º BPM (Maré), quando foi atingido na perna. No momento do disparo, a região registrava confronto intenso entre traficantes da Vila do João e da Nova Holanda, áreas dominadas por facções rivais.

A Polícia Civil informou que a operação policial foi deflagrada para evitar o avanço dos confrontos entre os grupos armados. Moradores e funcionários da escola socorreram o menino, que foi levado inicialmente à Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva, onde o projétil foi retirado, e depois transferido para o Hospital Getúlio Vargas.

Por causa do tiroteio, a prova nacional de alfabetização que seria aplicada na escola nesta quarta-feira foi suspensa, segundo o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Impacto na rotina da Maré

A troca de tiros provocou o fechamento de quatro unidades de saúde e a suspensão de aulas na região, incluindo atividades na UFRJ e alerta na Fiocruz. A Comissão de Direitos Humanos destacou que a operação expôs moradores, trabalhadores e estudantes a riscos significativos.

Ao comentar o episódio, a presidente do colegiado, deputada Dani Monteiro (Psol), afirmou que “uma criança baleada dentro da escola, unidades de saúde fechadas, aulas suspensas na UFRJ, helicóptero pousando no Fundão, Fiocruz em alerta e moradores fugindo na contramão: esse não é um cenário aceitável em um estado que busca segurança”.

Ela acrescentou que episódios como o desta quarta-feira mostram quem realmente sofre com esse tipo de ação: “Esses impactos mostram que quem sofre não são facções, mas trabalhadores, estudantes e, principalmente, nossas crianças”. Para a parlamentar, é urgente repensar a condução de operações policiais. Segundo disse, “o Estado precisa de inteligência, estratégia e controle que preservem vidas em todas as operações, sobretudo nas chamadas ações especiais”.

A comissão seguirá monitorando o caso e o estado de saúde do menino. Se quiser, posso sugerir versões alternativas de título ou ajustar o texto para o tamanho do seu portal.

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