Niterói fará parte do movimento organizado de solidariedade, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), para apoiar os municípios mais atingidos pelas chuvas no sul do Brasil. O prefeito de Niterói, Axel Grael, que é vice-presidente da entidade e presidente da comissão de Cidades Atingidas e Sujeitas a Desastres (CASD), participou nesta segunda-feira (06), de um encontro com mais de 40 representantes para entender as necessidades mais urgentes das cidades e planejar a estratégia de envio de recursos físicos (doações) e humanos.
Axel Grael lamentou a situação nas cidades do sul e colocou à disposição recursos da Defesa Civil de Niterói que já tem experiência em auxiliar cidades vítimas de calamidades como aconteceu em Petrópolis e na Bahia.
“Estamos acompanhando as notícias com muita preocupação, com muita vontade de realmente colaborar de alguma forma. Niterói está aqui à disposição para ajudar. Sabemos o tamanho do desastre que está acontecendo em tantos municípios do Rio Grande do Sul e que, numa situação de contingência como essa, a logística é a grande dificuldade e o grande desafio. Nós temos experiência em situações como essa e poderemos usar a expertise para somar aos esforços durante as chuvas e também na fase seguinte de verificação dos danos com a ajuda dos nossos engenheiros”, explicou o prefeito.
O presidente da FNP, Edvaldo Nogueira, de Aracaju, ressaltou a importância de um movimento organizado para colaborar com o povo do Rio Grande do Sul.
“É importante que se discuta um movimento mais organizado para colaborar com o povo do Sul. Estamos vendo a situação dramática nas cidades e precisamos pensar o que fazer para contribuir. Somos um único povo e um único país, independente da divisão geográfica”.
Porto Alegre é uma das cidades atingidas pelas fortes chuvas. De acordo com o prefeito, Sebastião Melo, são mais de 300 municípios que sofrem com as inundações.
“A dor não tem fronteiras. Já temos mais de 300 municípios atingidos. Neste momento, estamos na fase de salvar vidas. Ainda tem muitas pessoas que precisam ser resgatadas e acolhidas. Além disso, precisamos suprir as necessidades dessas pessoas. No momento, estamos em colapso com o abastecimento de água e precisamos de água potável. Já são mais de 7 mil pessoas nos abrigos que precisam de cuidados básicos como comida, roupas, sapatos, colchões, entre outras coisas”.





