A compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk resolveu “a metade” dos problemas que Jair Bolsonaro (PL) imaginava que teria na campanha presidencial. Um de seus maiores temores, segundo um ministro que despacha diariamente com ele, era ter postagens apagadas na rede.
A informação é de Mônica Bérgamo, na Folha.
O presidente temia também as restrições que a empresa poderia colocar à atuação de seus apoiadores no mundo virtual.
As regras do Twitter até agora eram consideradas rigorosas pelo governo. A empresa por mais de uma vez tirou postagens de Bolsonaro do ar ou sinalizou que elas eram “enganosas”. Fez o mesmo com um de seus filhos.
Mas Elon Musk promete praticamente abolir a moderação de conteúdo.
A outra “metade” dos problemas de Bolsonaro é relacionada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente insiste na necessidade de a corte acatar todas as sugestões feitas pelas Forças Armadas para o aprimoramento das urnas eletrônicas. E quer que os militares acompanhem de perto inclusive a apuração dos votos.
Magistrados do tribunal, no entanto, não confiam na promessa de que, com isso, Bolsonaro deixaria de colocar as eleições em dúvida. Um deles chega a dizer que o presidente não aceitará uma eventual derrota nem vai enetregar a rapadura com facilidade.
[Bolsoonaro e seus seguidores sabem que o disparo massivo de fake news foi decisivo para sua vitória em 2018. E sabem que pode ser decisivo mais uma vez, este ano]






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