O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que considera “praticamente nula” a possibilidade de anulação da eleição presidencial e pediu que apoiadores de Flávio Bolsonaro não saiam às ruas no calor da emoção. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, após a derrota do senador para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula. E a prudência agora deve falar mais alto que qualquer ímpeto do nosso coração”, disse o parlamentar. Ele também alertou que pessoas podem “pagar um alto preço” ao protestar sem refletir e concluiu: “Não façam isso”.
Apesar do apelo à cautela, Nikolas levantou dúvidas sobre o pleito. Entre os pontos citados, mencionou a virada de Lula no segundo turno, a vitória do petista mesmo após Flávio terminar a primeira etapa à frente e a ampliação do horário de votação.
Apelo religioso após a derrota
No vídeo, Nikolas relatou que sua reação inicial ao resultado foi de “raiva, indignação, revolta”, mas disse ter mudado de perspectiva após refletir sobre a situação. O parlamentar recorreu à religião para orientar os eleitores derrotados e afirmou que a tristeza vivida por famílias e jovens será passageira.
Ele também criticou as comemorações de apoiadores de Lula, associando-as a imagens de presídios, tiros e manifestações que classificou como satânicas. Em contraste, defendeu a fé cristã como fonte de uma alegria que, segundo ele, não depende do resultado eleitoral. A gravação terminou com uma citação do Salmo 119 e a previsão de que os acontecimentos dos próximos anos darão sentido ao sofrimento dos eleitores derrotados.
A manifestação ocorre depois de Flávio Bolsonaro afirmar que não reconhecia a derrota e que pediria a anulação do pleito. A ampliação do horário de votação também foi alvo de críticas do senador.
Mobilização digital e resultado em Minas
Nikolas foi um dos principais mobilizadores digitais da campanha de Flávio, com vídeos destinados a ampliar o alcance da candidatura, inclusive no Nordeste. Após a derrota, porém, aliados passaram a questionar se a estratégia nas redes e a mobilização de lideranças políticas foram suficientes para converter visibilidade em votos.







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