O deputado federal tucano Aécio Neves (PSBD-MG) foi absolvido da acusação de ter recebido R$ 2 milhões em propina da J&F. A decisão foi proferida pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Também foram beneficiados o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima e familiares de Aécio: a irmã Andrea Neves e o primo Frederico Pacheco de Medeiros. “A instrução processual trouxe à tona o contexto fático em que se deu o negócio atinente aos 2 milhões de reais”, registra a decisão.
“A conduta típica descrita na denúncia não existiu no mundo fenomênico. Em outras palavras, está provada a inexistência do crime de corrupção passiva narrado pela PGR”, complementa Mazloum.
Aécio foi denunciado quando era senador, em 2017, pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, quantia que seria utilizada para arcar com custos advocatícios na Lava Jato.
O juiz, no entanto, entendeu que havia negociações lícitas entre os dois. “Cuidando-se de negócio lícito, não há que falar em vantagem indevida”, argumentou. Na manifestação final do Ministério Público Federal (MPF), apresentada no mês passado, a instituição afirmou não ter dúvidas de que houve corrupção, e pediu a condenação.
A decisão do juiz causou espanto nos meios jurídicos, que consideraram que Mazloum ignorou várias provas contidas no processo contra o deputado. O Ministério Público Federal de São Paulo vai recorrer.
Aécio e a irmã Andrea Neves comemoraram a decisão.






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