Em entrevista exclusiva ao Diário Catarinense, nesta terça-feira (21/6), a juíza Joana Ribeiro Zimmer defendeu sua decisão que impediu uma menina de 11 anos de realizar aborto em Santa Catarina – a criança engravidou após ser estuprada. Em despacho, ela afirmou que o encaminhamento da menina ao abrigo tinha como objetivo protegê-la do procedimento e de possíveis novas agressões.
“Mas isso não quer dizer que eu sou contra o aborto, só que o aborto passou do prazo”, explicou a juíza, que atua desde 2004 na área da Infância e Juventude, passando por comarcas de Navegantes e Itajaí, municípios de Santa Catarina. Joana disse estar recebendo ameaças.
Joana Ribeiro deixou o caso da menina, segundo informação do site NSC Total. A magistrada passou a ser investigada pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina após negar o aborto previsto em lei e encaminhar a menor para um abrigo no estado.
Ela informou ao veículo que foi transferida para a Comarca de Brusque, no Vale do Itajaí. Segundo ela, a transferência teria ocorrido porque ela “aceitou uma promoção” e não tem a ver com a repercussão negativa do caso da menina.






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