Museu Olímpico do Rio abre as portas com entrada gratuita e experiências imersivas

Instalado no Velódromo da Barra, espaço exibe acervo dos Jogos de 2016 e integra rede global do COI

A cidade do Rio de Janeiro ganha neste domingo (3) um novo equipamento cultural: o Rio Museu Olímpico, primeiro espaço da capital fluminense inteiramente dedicado à memória dos Jogos de 2016. Instalado no andar superior do Velódromo, no Parque Olímpico da Barra, o museu é também o mais novo integrante da The Olympic Museums Network — rede internacional chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) — somando-se a outras 36 instituições espalhadas pelo mundo.

A abertura ao público ocorre na próxima terça-feira (5), data em que se completam nove anos da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio. Nos dois primeiros meses, o museu funcionará em regime de soft opening, com entrada gratuita mediante agendamento pelo site museuolimpico.rio — que estará no ar a partir de segunda-feira. Nesse período, a visitação será restrita a 120 pessoas por dia, organizadas em quatro grupos. Após essa fase experimental, o ingresso passará a ser cobrado, com preço ainda indefinido.

Legado esportivo e urbano

Durante a apresentação do espaço à imprensa, nesta sexta-feira (1º), o prefeito Eduardo Paes destacou a importância do museu como símbolo do legado dos Jogos de 2016 para a cidade. Segundo ele, o evento impulsionou transformações significativas no transporte e na infraestrutura urbana da capital.

“Quando o Rio ganhou o direito de organizar a Olimpíada, não havia VLTs, BRTs, Metrô para a Barra. Essa Olimpíada deixou um legado enorme. Todos os equipamentos esportivos estão em operação”, afirmou. Paes lembrou ainda que a arena de handebol foi desmontada e convertida em quatro escolas municipais e prometeu entregar, até dezembro, a Vila Olímpica do Parque Oeste, em Inhoaíba, que abrigará a piscina onde nadaram Michael Phelps e Daniel Dias.

A inauguração do museu ocorre também às vésperas da apresentação que Rio e Niterói farão, no dia 8 de agosto, ao Observatório Olímpico (OBS), em Assunção, no Paraguai, defendendo a candidatura conjunta das cidades para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031.

Acervo, tecnologia e experiências sensoriais

Com um investimento total de R$ 118 milhões — sendo R$ 73 milhões em obras e R$ 45 milhões destinados à iconografia —, o Rio Museu Olímpico reúne cerca de mil peças em seu acervo, das quais 300 estão em exibição. O espaço está dividido em 13 áreas temáticas, oferecendo cerca de 80 experiências imersivas e interativas. Entre os destaques estão recursos audiovisuais, trilhas sonoras, estátuas falantes e ambientes sensoriais que reconstroem o clima dos Jogos de 2016.

Um dos curadores da exposição, Eduardo Carvalho, da empresa YDreams, destacou que a narrativa do museu começa com a primeira tentativa do Rio de sediar uma Olimpíada, em 1936, e percorre marcos históricos como a construção do Transoeste, do Transolímpico, a expansão do Sambódromo e a transformação da cidade para receber o evento.

Na entrada, os visitantes são recepcionados por estátuas de figuras gregas que, em tom bem-humorado, fazem referência à vida carioca e à conquista da sede olímpica. “Já imaginou a gente tomando sol na Praia de Copacabana? Tomando mate gelado, comendo biscoito de polvilho… cena de novela”, brinca uma das esculturas.

Entre os objetos expostos estão:

A faixa preta usada pela judoca Rafaela Silva na conquista do ouro em 2016

A bola da final do vôlei masculino, vencida pelo Brasil

Tochas, medalhas, moedas, ingressos e uniformes das cerimônias de abertura e encerramento

Visitação e próximos passos

Durante o soft opening, o museu funcionará de terça a sábado, das 10h às 14h. A expectativa da Prefeitura é que o espaço se torne um ponto turístico fixo e relevante no calendário cultural da cidade, estimulando o turismo olímpico e a educação esportiva.

A inauguração marca não apenas a celebração do passado, mas também a renovação de uma promessa: manter vivo o legado olímpico em meio aos desafios urbanos. Como disse o prefeito Eduardo Paes, “criamos este espaço para que o carioca possa reviver aquele momento único, e o turista possa entender a grandiosidade do que foi a Rio 2016”.

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