Após quase um ano de reformas, o Museu Histórico Nacional, localizado em frente à Baía de Guanabara, no Centro do Rio, reabrirá parcialmente no dia 13 de novembro com uma exposição de grande alcance internacional. Segundo Ancelmo Gois, em O Globo, a mostra “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo” propõe uma reflexão profunda sobre a luta pela liberdade e os legados da escravidão a partir de diferentes continentes.
A exposição, que marca a reabertura do museu, reúne cerca de 100 objetos históricos, 250 imagens e 10 filmes que retratam a resistência de povos africanos e afrodescendentes em diversos contextos. O acervo inclui artefatos simbólicos, obras de arte e registros visuais de manifestações políticas e culturais — entre eles, fotografias de protestos contra o Apartheid em Soweto, na África do Sul, em 1976.
Um diálogo entre continentes
O projeto é resultado de uma parceria entre instituições de cinco países e teve sua estreia global em dezembro de 2024, no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington, nos Estados Unidos. Após o Rio de Janeiro, o itinerário da mostra inclui a Cidade do Cabo (África do Sul), Dakar (Senegal) e Liverpool (Inglaterra) — cidades marcadas por histórias ligadas ao tráfico atlântico de escravizados e à construção de identidades negras pós-coloniais.
Reabertura gradual até 2026
O Museu Histórico Nacional passa por um processo de modernização que inclui melhorias estruturais e atualização de seus espaços expositivos. A reabertura completa está prevista para 2026, com novas alas interativas e foco em narrativas ampliadas sobre a formação da sociedade brasileira.
Com a nova mostra, o museu se reposiciona como um espaço de diálogo sobre o passado e o presente das lutas por liberdade e igualdade racial — temas que continuam centrais na história e na cultura do país.






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