O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, recebeu na terça-feira, 28, representantes da Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil (CEVENB). Na pauta, uma proposta de atuação em conjunto com o Museu da Justiça sobre documentos do passado escravista e temas de diversidade e reparação.
“Nosso Museu da Justiça tem um acervo enorme e quero que essa temática seja bem trabalhada, com eventos e exposições, principalmente no mês de novembro, que é o Mês da Consciência Negra. Para isso, pretendo trabalhar com parcerias”, explicou o presidente do TJRJ.
Durante o encontro, o desembargador Ricardo Cardozo assinou simbolicamente um acordo de cooperação técnica, aderindo ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial do Conselho Nacional de Justiça. Entre os objetivos do Pacto estão o fomento à representatividade racial do Judiciário; a formação inicial e continuada de magistrados em questões raciais e a sistematização dos dados raciais do Poder Judiciário.
Os tribunais que assinarem o Pacto, a exemplo do TJRJ, comprometem-se a atuar em parceria na adoção de programas, projetos e iniciativas a serem desenvolvidas em todos os segmentos da Justiça em todos os graus de jurisdição, com o objetivo de combater e corrigir as desigualdades raciais por meio de medidas afirmativas, compensatórias e reparatórias.
Na reunião, que foi acompanhada pelo desembargador Wagner Cinelli, o idealizador da reunião, pela juíza auxiliar da Presidência Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros e pela desembargadora Patrícia Serra, o presidente Ricardo Cardozo deixou clara a intenção de colaborar com o que for possível para que o Tribunal de Justiça do Rio seja o mais multirracial possível.
“O TJ nunca discriminou ninguém por causa de cor, raça, religião ou gênero, e na minha gestão não será diferente. É preciso que a sociedade ofereça a todos as mesmas oportunidades, para que o número de magistrados e servidores pretos aumente, não apenas por conta das cotas, mas devido à melhora de condições educacionais”, concluiu o desembargador Ricardo Cardozo.
Foto Rosane Naylor/TJRJ





