Até agora, os partidos do centrão, inclusive bolsonaristas, torpedeavam ministros escolhidos por Lula, para tomar espaços de poder. Esta semana a imprensa comercial brasileira decidir fazer o mesmo: impedir Lula de colocar alguém de sua preferência num cargo público de escolha privativa do presidente da República eleito pelo voto. A mídia moveu uma campanha de depreciação ao economista Márcio Porchmann, colocado por Lula na presidência do IBGE. Os ataques também têm origem no próprio ministério: Simone Tebet autorizou uma de suas assessores de confiança, a economia Elena Landau, que foi apelidada de “musa das privatizações” no governo FHC, e fazer lobby pelo veto a Márcio Porchmann. A imprensa, hoje, tenta convencer Simone a pedir demissão, em protesto.
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A economista Elena Landau, que coordenou o programa de Simone Tebet e é também conhecida como ‘musa das privatizações’, não se conformou com a escolha do renomado economista Márcio Pochmann, da Unicamp, para a presidência do IBGE. Segundo ela, trata-se de “um dia de luto para a estatística brasileira” – o que não faz qualquer sentido.
O economista Marcio Pochmann teve o nome confirmado para presidir o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disse nesta quarta-feira (26) o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. Ele substituirá Cimar Azeredo, funcionário de carreira e ex-diretor de Pesquisas do Instituto, que presidia o órgão de forma interina desde 3 de janeiro.
“O Marcio Pochmann vai ser o novo presidente do IBGE e não tem nenhum ruído quanto a isso”, declarou Paulo Pimenta ao deixar o Palácio da Alvorada. O secretário de Comunicação Social reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma infiltração no quadril feita nesta quarta.
Figura histórica ligada ao PT, Pochmann presidiu o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo (fundação do PT voltada a elaboração de estudos, debates e pesquisas). De 2007 a 2012, comandou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em 2012 e 2016, Pochmann disputou a prefeitura de Campinas (SP), mas perdeu as duas eleições. Em 2018, coordenou o programa econômico do então candidato à presidência da República pelo PT Fernando Haddad. No fim do ano passado, após a eleição de Lula, o economista fez parte da equipe de transição do governo, participando do grupo de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Membro da corrente de economistas ligada à Universidade de Campinas (Unicamp), caracterizada pela defesa do desenvolvimentismo econômico e da indústria nacional, Pochmann acumula pesquisas nas áreas de desenvolvimento, políticas públicas e relações de trabalho.





