A cantora Marilene, da dupla sertaneja As Galvão, morreu na tarde desta quarta-feira (24) em São Paulo, aos 80 anos. Marilene Galvão, que sofria de mal de Alzheimer, deixou de cantar e tocar viola ao lado da irmã depois de mais de 70 anos de carreira.
Marilene morreu no Hospital Professora Lydia Storópoli, onde estava internada. O velório será realizado nesta quinta. A causa da morte dela não foi divulgada.
Artistas do universo sertanejo lamentaram a morte da cantora Marilene, da dupla As Galvão, nas redes sociais.
O sertanejo César Menotti, da dupla com Fabiano, postou uma foto em que recebe um beijo da cantora e escreveu “Que beijinho doce que ela tinha” em referência a uma das músicas de maior sucesso da dupla – “Beijinho Doce”.
Já o cantor Daniel postou um vídeo de uma apresentação com a dupla e escreveu que a morte da cantora era uma “perda irreparável”.
A dupla Chitãozinho e Xororó também prestou uma homenagem em seu perfil no Instagram.
“Queridas irmãs Galvão…quanta história, quanta prosa e quanta música boa… o legado construído por vocês será sempre lembrado. Todo nosso carinho a Mary e demais familiares nesse dia tão triste.”
Durante mais de 70 anos ela e a irmã May Galvão cantaram e tocaram viola. O anúncio do encerramento da carreira foi feito por Mary no ano passado.
Ao longo da carreira, a dupla lançou 80 discos. O fim da dupla foi anunciado por Mary Galvão em entrevista a André Piunti, publicada no YouTube em 19 de junho de 2021. O motivo do término era o avanço do Alzheimer que obrigou Marilene a se retirar de cena pela perda total de memória.
A dupla, que surgiu em 1947, se consagrou como pioneira no universo da música caipira. As irmãs entraram no ramo como sendo as duas primeiras mulheres do cenário sertanejo, então dominado pelo elenco masculino.
Além de cantar, Mary Galvão – nascida em Ourinhos (SP) em 1940 – tocava sanfona na dupla. Já Marilene Galvão – nascida em Palmital (SP) em 1942 – tocava viola enquanto unia a voz com a da irmã em músicas como Beijinho Doce (Nhô Pai, 1945), clássico sertanejo lançado pelas Irmãs Castro, mas desde sempre associado às vozes das irmãs Galvão.
Quando entraram em cena na Rádio Club Marconi de Paraguaçu Paulista, (SP), em 1947, com sete e cinco anos, respectivamente, Mary e Marilene certamente nem sonhavam em pavimentar trajetória tão longa na música sertaneja.
De rádio em rádio pelo interior paulista, as irmãs acabaram contratadas pela RCA Victor, gravadora na qual debutaram em 1955, ano em que as Galvão registraram, em disco de 78 rotações por minuto, as músicas Carinha de Anjo (Paschoal Yanuzzi e Fábio Mirhib) e Rincão Guarani (Maurício Cardozo Ocampo, Diogo Mulero Palmeira e Centorion).






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