O ex-ministro Aldo Rebelo será o novo coordenador da campanha presidencial do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) e marca uma mudança significativa nos planos políticos de Rebelo, que chegou a trabalhar para disputar a Presidência da República, mas acabou impedido pela direção do Democracia Cristã (DC).
Segundo nota divulgada pelo PSD, o convite foi feito pelo próprio Caiado e pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, escolhido como candidato a vice-presidente na chapa. A definição ocorre poucos dias após a convenção nacional da legenda, que oficializou a candidatura presidencial de Caiado.
Convite muda os rumos de Aldo Rebelo
Aldo Rebelo participou da convenção do PSD realizada no último domingo, quando Ronaldo Caiado teve sua candidatura confirmada. A partir desse encontro, ganhou força a articulação para que o ex-ministro assumisse a coordenação da campanha.
De acordo com o partido, a indicação também contou com a participação do coordenador político do PSD, Heráclito Fortes.
Na nota oficial, o PSD afirmou que a chegada de Rebelo faz parte da estratégia de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
“A escolha de Aldo Rebelo reforça a estratégia de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade e reunir quadros de reconhecida experiência na formulação de propostas para o país”, informou o partido.
Candidatura própria foi barrada
Antes de aceitar o convite do PSD, Aldo Rebelo articulava uma candidatura própria à Presidência pelo Democracia Cristã.
A situação mudou em maio, quando o partido anunciou a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Rebelo criticou publicamente a decisão e entrou em conflito com a direção nacional da legenda, presidida pelo ex-deputado federal João Caldas.
Após o embate, o dirigente decidiu expulsar Aldo Rebelo do partido.
A medida, porém, foi contestada na Justiça. Em junho, a Justiça do Distrito Federal determinou a reintegração de Rebelo ao Democracia Cristã. Dias depois, Joaquim Barbosa desistiu da disputa presidencial, encerrando um dos principais impasses internos da legenda.
Trajetória política
Aldo Rebelo foi ministro durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, período em que integrava os quadros do PCdoB, partido no qual permaneceu por décadas.
Nos últimos anos, entretanto, passou a adotar posições mais próximas do campo conservador e chegou a defender a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Paralelamente, buscava construir uma candidatura própria à Presidência, projeto que acabou não se concretizando.
Agora, em vez de disputar o Palácio do Planalto, Rebelo assume uma das principais funções estratégicas da campanha de Ronaldo Caiado para as eleições presidenciais de 2026.





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