Vídeo: Mulher Melão é processada pela SuperVia por ensaio considerado obsceno dentro do trem

Gravação feita sem autorização da concessionária provoca reação e divide opiniões

A concessionária SuperVia comunicou nesta sexta-feira (30) que irá registrar uma notícia-crime contra Renata Frisson, conhecida como Mulher Melão, após a divulgação de um vídeo em que a artista aparece realizando um ensaio ousado dentro de um vagão de trem.

Veja o vídeo divulgado por programa do UOL:

Segundo a SuperVia, a gravação ocorreu sem autorização e envolveu um “ato obsceno”, contrariando o regulamento dos transportes ferroviários, que proíbe o acesso às composições usando roupas íntimas e com comportamentos considerados inconvenientes.

No vídeo, que viralizou nas redes sociais na última quarta-feira (28), Mulher Melão aparece dançando funk com um body branco cavadíssimo, rebolando até o chão no interior do trem. Ela confirmou ao EXTRA que se trata realmente dela e celebrou o impacto da repercussão: “Sim, sou eu! O vídeo está bombando. Estou muito feliz com a repercussão. Atingi meu objetivo”, disse a influenciadora.

A artista explicou que a ação foi uma espécie de intervenção para ajudar um amigo artista, o estilista Abacaxi, natural da Vila Kennedy, na Zona Norte do Rio de Janeiro. “Muita gente não tem como bancar uma campanha de marketing ou impulsionar nas redes sociais com tráfego pago, nada disso. Então, quis usar minha imagem para ajudar uma pessoa que faz arte na periferia, que traduz em suas criações o espírito das comunidades. Só quis ajudar um artista”, justificou.

A gravação, no entanto, não foi simples. Mulher Melão relatou que precisou driblar a segurança da estação para realizar o ensaio e que, por pouco, não foi detida: “Até a polícia apareceu! Mas conseguimos fazer tudo bem rápido e os passageiros amaram. Principalmente as mulheres, que pediam para tirar foto e gravar para mostrar aos maridos em casa. Me acabei, soltei a funkeira que ainda existe em mim, uma volta às origens”.

Apesar do entusiasmo da artista e da adesão de alguns passageiros, a performance dividiu opiniões entre os internautas. Nos comentários, surgiram críticas relacionadas à roupa e ao local escolhido para o ensaio, especialmente por ser um transporte público frequentado por menores de idade. “Falta de respeito para quem está com criança! Desnecessário. Apelação!”, comentou uma usuária no Instagram.

Em nota, a SuperVia afirmou que “o grupo que aparece no vídeo embarcou na estação usando roupas convencionais, que foram retiradas para a gravação de um conteúdo não autorizado pela concessionária. A concessionária lamenta o episódio”. O caso reforça a preocupação das empresas de transporte com a segurança e o respeito às normas de conduta dentro dos trens.

A SuperVia ainda não detalhou quais medidas judiciais pretende adotar, mas o registro da notícia-crime deve abrir uma investigação sobre o ocorrido, que pode resultar em penalidades para a artista e seu grupo.

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