Técnicos da SuperVia concluíram que o furto de 72 placas de fixação dos trilhos foi a principal causa do descarrilamento de um trem nas proximidades da estação Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na segunda-feira (6) e foi registrado na 29ª Delegacia de Polícia (Madureira). A concessionária informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a ação criminosa e busca identificar os responsáveis.
As placas furtadas são componentes fundamentais do sistema ferroviário, pois garantem que os trilhos fiquem presos aos dormentes, mantendo o alinhamento e o nivelamento corretos. Sem elas, o risco de deslocamento das linhas aumenta, podendo comprometer a segurança da circulação dos trens e dos passageiros.
SuperVia restaurou o trecho danificado
Após o acidente, a SuperVia realizou uma operação emergencial de manutenção para restabelecer a linha. O trabalho incluiu a retirada da estrutura que caiu sobre o trem, o transporte do veículo danificado para a oficina e a substituição das placas furtadas. Além disso, novos postes e cabos foram instalados para reconstruir a rede aérea, permitindo a retomada do serviço.
A concessionária informou que os trens do ramal Belford Roxo voltaram a circular normalmente entre as estações Mercadão de Madureira e Pavuna. O intervalo médio entre as viagens é de 22 minutos, e a operação está sendo monitorada para evitar novos transtornos.
Investigação e medidas de segurança
De acordo com a empresa, o furto de peças metálicas é um problema recorrente nas linhas férreas do Rio, afetando a segurança e a regularidade do transporte. A SuperVia afirmou que mantém ações em conjunto com as forças de segurança para coibir esse tipo de crime e que “tem atuado de forma concentrada para mitigar os impactos à operação comercial dos trens”.
A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre os suspeitos ou o andamento das investigações. O caso reacende o alerta para os prejuízos causados pelo roubo de equipamentos ferroviários, que além de comprometer a segurança dos passageiros, gera custos elevados para a manutenção e recuperação da infraestrutura.






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