Mulher indígena que assumiu comando da Funai diz que Bolsonaro tentou extinguir povo Yanomami

Brasil de Fato — A primeira presidenta indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, viajou com o presidente Lula à Roraima, onde acompanhou as ações emergenciais do governo federal para atenuar a crise humanitária na Terra Indígena yanomami. Ela relatou ter encontrado uma situação calamitosa na saúde indígena, herança de “muita negligência”…

Brasil de Fato — A primeira presidenta indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, viajou com o presidente Lula à Roraima, onde acompanhou as ações emergenciais do governo federal para atenuar a crise humanitária na Terra Indígena yanomami.

Ela relatou ter encontrado uma situação calamitosa na saúde indígena, herança de “muita negligência” do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Disse acreditar que o ex-presidente desejou a extinção do povo ianomami, dada a soma de ações e omissões contrárias ao povo cometidas por sua gestão.

Após a declaração de emergência em saúde, houve reforço nas equipes de saúde e a criação de um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira (FAB), que começou a funcionar nesta sexta-feira (27).

“Eu vi, na prática, os profissionais da saúde fazendo reuniões e pude ver que melhorou o atendimento, mas ainda existem demandas. O número de atendimentos aumentou consideravelmente”, relatou Joênia.

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