MP investiga caso de menino de 2 anos com perna fraturada após briga em creche no litoral de SP

Promotoria de Justiça de Peruíbe apura possíveis falhas da escola na supervisão das crianças

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça de Peruíbe, instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias em que um menino de dois anos teve a perna fraturada dentro da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Jardim Veneza, no litoral paulista. O caso aconteceu na última quinta-feira (28). Documentos médicos confirmam que a criança sofreu uma fratura na tíbia da perna direita.

Solicitações à escola e ao Conselho Tutelar
A Promotoria pediu à direção da EMEI Jardim Veneza um relatório detalhado sobre o atendimento, a identificação dos servidores responsáveis e o protocolo de emergência adotado no dia do acidente. Além disso, requisitou à Secretaria Municipal de Educação de Peruíbe informações sobre a fiscalização e a supervisão das unidades escolares, além de encaminhar o caso ao Conselho Tutelar do município.

Relato da mãe da criança
Segundo o G1, Thais, mãe do menino, contou que deixou o filho na creche por volta das 7h30 e retornou às 17h para buscá-lo. Ao chegar, encontrou o filho no colo da coordenadora, reclamando de fortes dores na perna. A mãe disse que só descobriu o que havia ocorrido ao ler o caderno de ocorrências da escola, no qual constava que o filho teria se envolvido em uma briga com outro aluno, caindo sobre ele durante uma disputa por brinquedo em um tatame. Ela afirmou que não recebeu nenhuma ligação da escola no momento do incidente.

Atendimento médico
A criança foi levada à UPA 24h de Peruíbe, onde exames confirmaram a fratura. Depois, foi encaminhada a uma unidade com atendimento ortopédico especializado, onde a perna foi imobilizada. O menino recebeu alta com orientações médicas e deverá passar por acompanhamento.

Reações e providências
A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu uma apuração interna e que, caso seja constatada omissão ou responsabilidade por parte da escola, medidas cabíveis serão tomadas.

Registro do boletim de ocorrência
Antes de procurar o Ministério Público, a mãe foi à Delegacia de Peruíbe, mas disse ter sido orientada a registrar o boletim de ocorrência online. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) esclareceu que essa conduta não está de acordo com os protocolos da Polícia Civil e informou que a equipe da delegacia local atendeu a mãe prontamente. Segundo a SSP, o registro do caso apontou um desentendimento entre alunos, sem menção a qualquer agressão.

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