A queda no movimento do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, após as restrições de capacidade implementadas desde 2 de janeiro para favorecer a revitalização do Galeão, na Zona Norte, já foi compensada com aumento do tráfego no terminal internacional. Nos primeiros sete meses do ano, os dois aeroportos receberam juntos 11,5 milhões de passageiros, 3,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Só no mês de julho, tradicional temporada de férias, a alta no movimento foi de 8%.
As mudanças favoreceram o Galeão e desafogaram o Santos Dumont, mas, no fim das contas, atraíram mais passageiros e voos para o Rio de Janeiro. Enquanto o terminal do Centro encolheu 51,3% de janeiro a julho por conta da limitação de destinos domésticos, o Galeão viu o volume de passageiros praticamente dobrar no período: alta de 96,7%, com um incremento de 34,3% de passageiros internacionais e de 159,8% nos de voos domésticos. Apesar da retomada, os aeroportos do Rio somados ainda receberão menos passageiros este ano do que antes da pandemia — a cidade é a única grande capital que ainda não recuperou o movimento de 2019.
Adotadas pelo governo federal após pressões do Executivo estadual e da prefeitura do Rio como forma de reverter a crise do Galeão e evitar a saída da concessionária, as restrições levaram a uma perda na oferta de assentos domésticos na cidade. Esta ficou 16% abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2023.
No entanto, os aviões voaram mais cheios. E, mesmo sem a transferência total de passageiros de um terminal para o outro, o incremento foi suficiente para tornar o Galeão mais atraente para receber voos internacionais, que necessitam da conectividade doméstica para viabilizar a operação.
A queda na oferta doméstica, segundo especialistas, faz parte da reacomodação do mercado. A restrição no Santos Dumont reduziu o volume de passageiros internacionais que embarcavam no aeroporto central do Rio e faziam conexão para o exterior em Guarulhos ou Campinas, ambos em São Paulo. Agora, esses passageiros podem embarcar direto do Galeão, eliminando essa “perna”.
O efeito é visível nos corredores do aeroporto internacional. Os guichês das companhias no Galeão, antes esvaziados e sem filas, agora estão mais movimentados. O fluxo de passageiros varia com o período do dia. Na manhã da última sexta-feira, o vaivém de malas e carrinhos era de viajantes brasileiros e estrangeiros indo principalmente para outras cidades brasileiras ou para destinos da América Latina.
Reflexo nos corredores
A britânica Jyotie Panchos desembarcou ali com o marido e os dois filhos no Rio na última semana. Ficaram hospedados em Copacabana, na Zona Sul, conheceram pontos turísticos como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e o Maracanã. De volta ao Galeão, ela despachava malas no embarque doméstico, a caminho de outras cidades brasileiras.
— É nossa primeira vez no Brasil. Daqui seguiremos para Foz do Iguaçu e depois São Paulo, antes de retornarmos para o Reino Unido — contou.
A retomada do fluxo de passageiros nos últimos meses se reflete nos estabelecimentos comerciais do aeroporto. Atendente de um loja de conveniência, Elizabeth Pereira Braga notou o aumento do movimento, particularmente o volume de turistas internacionais chegando e deixando a cidade:
—Estamos atendendo muitos sul-americanos no café da manhã, quando há mais voos para Argentina, Uruguai, Peru. E à noite são mais americanos e europeus, em busca de suvenires como ímãs e chaveiros.
Gerente de um café no terminal, Marcos Branco diz que precisou contratar mais duas pessoas, uma para cada turno, aumentando a equipe para 13 funcionários, para dar conta do movimento nos últimos meses. E o faturamento subiu.
— Se compararmos o primeiro semestre deste ano com o do ano passado, as vendas triplicaram. Se vendíamos cem, agora são 300 cafezinhos. Aumentou bastante — afirmou.
Um outro efeito positivo das mudanças nos aeroportos cariocas se deu no preço das passagens. Levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, com base em dados da Agência Nacional de Aviaçção Civil (Anac) e da OAG, empresa de dados de aviação, sugere que as restrições no Santos Dumont podem ter contribuído para baratear voos a partir do Rio. A tarifa média praticada na cidade chegou a ser 21% maior que a do resto do país no fim do ano passado. Após as primeiras mudanças no Santos Dumont, a partir de outubro, a diferença começou a diminuir e ficou em 10% em março deste ano.
Para o consultor em transporte aéreo André Soutelino, sócio da Navinata Consulting, essa diferença tarifária pode ser atribuída a um estímulo para que o passageiro escolha o Galeão.
— Pela comodidade e facilidade de acesso, tendo a opção, o passageiro está disposto a pagar mais caro para voar no Santos Dumont — diz o especialista, que no entanto acha cedo para avaliar a política de restrição de capacidade no Santos Dumont. — Temos de esperar mais um tempo para ver se os voos internacionais vão permanecer. E isso depende da economia da cidade. O operador privado não faz milagre. O Rio está atraindo mais eventos, o que é muito bom, mas e o transporte até o Galeão? O que está sendo feito para incentivar as companhias estrangeiras? Qual é a política de incentivo?
Para Alessandro Oliveira, coordenador do Núcleo de Transporte Aéreo do ITA, a transferência de voos para o Galeão é benéfica para o Rio, mas não blinda o terminal internacional da sua principal concorrência: outros hubs onde as companhias aéreas brasileiras são mais fortes, como Guarulhos, Campinas e Confins (MG). E também os aeroportos do Nordeste, como Recife e Fortaleza, que, desde que foram privatizados, têm mais sucesso na atração de rotas internacionais.
— O Galeão tem uma concorrência fortíssima com os outros aeroportos. E sente até hoje os efeitos das restrições que impediram a Azul de estabelecer o seu hub no Rio em 2008. Quem garante o sucesso de um aeroporto é a companhia aérea. Precisamos de novas empresas — diz Oliveira.
Mais de 14 milhões em 2024
A expectativa da concessionária RIOGaleão é de uma movimentação de 14,3 milhões de passageiros este ano, sendo 4,7 milhões em voos internacionais. Se isso se confirmar — e o Santos Dumont alcançar o limite da capacidade atual — o crescimento no Rio este ano será de 7%. Serão 20,7 milhões de pessoas ante 19,3 milhões em 2023, mas ainda abaixo do nível pré-pandêmico. Em 2019, os dois aeroportos receberam 23 milhões. Naquele ano, 9,1 milhões passaram pelo Santos Dumont, e 13,9 milhões, pelo Galeão.
O crescimento no volume de passageiros no Rio este ano está quase um ponto percentual abaixo da média do país. De janeiro a julho, o volume de passageiros domésticos e internacionais que passaram pelos aeroportos brasileiros aumentou 4,3%, somando 67 milhões. Os aeroportos paulistas cresceram de forma mais expressiva: 7% em Congonhas e 6,5% em Guarulhos.
O otimismo da RIOGaleão se baseia nos dados de oferta de assentos previstos para a alta temporada de fim de ano. Segundo dados da Anac e do aeroporto, a quantidade de passagens no quarto trimestre para os dois aeroportos do Rio deve crescer 18% em relação ao mesmo período do ano passado. No mercado doméstico, a alta prevista é de 16%. E no internacional, de 29%.
— O Rio deve ultrapassar a demanda de antes da pandemia em 2025. A tendência daqui para frente é o Galeão seguir crescendo. É muito importante para a economia do Rio que o Galeão se desenvolva e que se mantenha coordenado com o Santos Dumont, dentro de uma capacidade adequada — diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. — Nem o aeroporto nem o acesso viário comportavam a demanda de 9 milhões ou 11 milhões (por ano) que vimos no Santos Dumont nos últimos anos. O entorno do aeroporto melhorou bastante. Antes dava engarrafamento até o Aterro do Flamengo.
Excluído da onda de privatizações por pressão da prefeitura do Rio, que pleiteava junto ao governo federal justamente a coordenação entre os dois aeroportos da cidade, o Santos Dumont é hoje o único grande aeroporto do país sob gestão da Infraero. A decisão da estatal de ampliar a capacidade do terminal, que chegou a 11,4 milhões em 2023, acabou por retardar ainda mais a recuperação do Galeão após a pandemia. Com as restrições, o Santos Dumont hoje está limitado a 6,5 milhões.
A prefeitura do Rio comemora os resultados:— É muito positivo. Mostra o acerto da medida que esperamos que possa continuar. Ela é necessária para a economia do Rio e para a competitividade dos nossos aeroportos. Além, claro, do conforto e segurança dos passageiros, que foram também beneficiados por preços de passagens melhores, mais rotas e destinos — diz o secretário de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio, Chicão Bulhões.As restrições na capacidade do aeroporto Santos Dumont, que entraram em pleno vigor a partir de 2 de janeiro, foram compensadas com aumento do tráfego no Aeroporto Internacional do Galeão.
Nos primeiros sete meses do ano, os dois aeroportos receberam juntos 11,5 milhões de passageiros, 3,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Só no mês de férias de julho, a alta no movimento foi ainda maior: 8%, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Enquanto o Santos Dumont encolheu 51,3% de janeiro a julho por conta das restrições, o Galeão viu o volume de passageiros praticamente dobrar no período: alta de 96,7%, com um incremento de 34,3% de passageiros internacionais e de 159,8% nos que realizaram voos domésticos.
Apesar da retomada, os aeroportos do Rio ainda receberão menos passageiros este ano do que antes da pandemia — a cidade é a única grande capital que ainda não recuperou o movimento de 2019.
A migração da oferta de assentos das companhias aéreas nacionais do Santos Dumont tampouco se deu por completo. A oferta de assentos em voos domésticos nos dois aeroportos ficou 16% abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2023. O incremento na oferta no Galeão se deu, portanto, com novos voos internacionais, de empresas estrangeiras, que voltaram para o aeroporto devido ao aumento geral do movimento, permitindo a ampliação das conexões. Quanto mais voos nacionais, maior a atratividade para os voos internacionais, que necessitam da conectividade doméstica para viabilizar a operação.
Ainda que a oferta nos voos domésticos tenha encolhido, a perda de passageiros foi menor: apenas 3,1%, resultando em uma maior ocupação das aeronaves.
Essa queda na oferta não significa necessariamente perda de turista doméstico e, segundo analistas, pode fazer parte da reacomodação do mercado. A restrição no Santos Dumont reduziu o volume de passageiros internacionais que embarcavam no aeroporto central do Rio e faziam conexão para o exterior em Guarulhos ou Campinas. Agora esses passageiros agora podem embarcar direto do Galeão, eliminando essa “perna”.
Um outro efeito positivo das restrições se deu na tarifa. Levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, com base em dados da Anac e da OAG, empresa de dados de aviação, sugere que as restrições no Santos Dumont podem ter contribuído para baratear as passagens nos voos a partir do Rio. A diferença da tarifa média praticada na cidade em relação à tarifa média no resto do país chegou a 21% no final do ano passado. Após as primeiras restrições no Santos Dumont, a partir de outubro, a diferença começou a diminuir. Em março deste ano, a tarifa média no Rio foi 10% maior que a média do país.
Para o consultor em transporte aéreo André Soutelino, sócio da Navinata Consulting, essa diferença tarifária pode ser explicada como uma forma de estimular o passageiro a voar no Galeão. — Pela comodidade e facilidade de acesso, tendo a opção, o passageiro está disposto a pagar mais caro para voar no Santos Dumont — diz Soutelino, que no entanto acha cedo para avaliar a política de restrição de capacidade no Santos Dumont.
— Temos que esperar mais um tempo para ver se os voos internacionais vão permanecer. E isso depende da economia da cidade. O operador privado não faz milagre. O Rio está atraindo mais eventos, o que é muito bom, mas e o transporte até o Galeão? O que está sendo feito para incentivar as companhias estrangeiras? Qual é a política de incentivo? — afirma Soutelino.
A coordenação entre os dois aeroportos deverá fazer com que o Rio (dois aeroportos somados) recupere o movimento de passageiros registrado antes da pandemia a partir de 2025.
A expectativa da RIOGaleão é de uma movimentação de 14,2 milhões de passageiros este ano. Se esse movimento se concretizar – e o SDU alcançar o limite da capacidade atual — o crescimento no Rio este ano será de 7%. Serão 20,7 milhões, ante 19,3 milhões no ano passado, e ainda abaixo do nível pré-pandêmico. Em 2019, os dois aeroportos receberam 23 milhões de passageiros. Naquele ano, 9,1 milhões de passageiros passaram pelo Santos Dumont, e 13,9 milhões pelo Galeão.
O crescimento no volume de passageiros no Rio este ano está quase 1 pp abaixo da média do país. De janeiro a julho, o volume de passageiros domésticos e internacionais que passaram pelos aeroportos brasileiros aumentou 4,3%, somando 67 milhões. Os aeroportos paulistas cresceram de maneira mais expressiva: alta de 7% em Congonhas e de 6,5% em Guarulhos.
— A tendência daqui para frente é de o Galeão seguir crescendo. O aeroporto está preparado para receber esse aumento de demanda. É muito importante para a economia do Rio que o Galeão de desenvolva e que se mantenha coordenado com o Santos Dumont, dentro de uma capacidade adequada às condições atuais do aeroporto — diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes.
— Nem o aeroporto nem o acesso viário comportavam a demanda de 9 ou 11 milhões que vimos no Santos Dumont nos últimos anos. O entorno do aeroporto melhorou bastante. Antes dava engarrafamento até o Aterro do Flamengo — completa.
Excluído da onda de privatizações por pressão da prefeitura do Rio, que pleiteava junto ao governo federal justamente a coordenação entre os dois aeroportos da cidade, o Santos Dumont é hoje o único grande aeroporto do país sob gestão da Infraero. A decisão da estatal de ampliar a capacidade do aeroporto, que chegou a 11,4 milhões em 2023, acabou por retardar ainda mais a recuperação do Galeão pós pandemia. Com as restrições, o Santos Dumont hoje está limitado a 6,5 milhões.
A prefeitura, que atuou junto ao governo federal para restringir o Santos Dumont, comemorou o resultado. — É muito positivo. Mostra o acerto da medida que esperamos que possa continuar. Ela é necessária para a economia do Rio e para a competitividade dos nossos aeroportos. Além, claro, do conforto e segurança dos passageiros, que foram também beneficiados por preços de passagens melhores, mais rotas e destinos — disse o secretário de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio, Chicão Bulhões.
As restrições na capacidade do aeroporto Santos Dumont, que entraram em pleno vigor a partir de 2 de janeiro, foram compensadas com aumento do tráfego no Aeroporto Internacional do Galeão. Nos primeiros sete meses do ano, os dois aeroportos receberam juntos 11,5 milhões de passageiros, 3,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Só no mês de férias de julho, a alta no movimento foi ainda maior: 8%, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Enquanto o Santos Dumont encolheu 51,3% de janeiro a julho por conta das restrições, o Galeão viu o volume de passageiros praticamente dobrar no período: alta de 96,7%, com um incremento de 34,3% de passageiros internacionais e de 159,8% nos que realizaram voos domésticos.
— O resultado é muito positivo. Mostra o acerto da medida que esperamos que possa continuar. Ela é necessária para a economia do Rio e para a competitividade dos nossos aeroportos. Além, claro, do conforto e segurança dos passageiros, que foram também beneficiados por preços de passagens melhores, mais rotas e destinos — diz o secretário de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio, Chicão Bulhões.
A migração de voos das companhias aéreas nacionais do Santos Dumont para o Galeão, contudo, não foi total: a oferta de assentos em voos domésticos nos dois aeroportos ficou 16% abaixo do ano anterior nos 7 primeiros meses do ano. O incremento na oferta no Galeão se deu, portanto, com novos voos internacionais, de empresas estrangeiras, que voltaram para o aeroporto devido ao aumento geral do movimento, permitindo a ampliação das conexões. Quanto mais voos nacionais, maior a atratividade para os voos internacionais, que necessitam da conectividade doméstica para viabilizar a operação.
Ainda que a oferta nos voos domésticos tenha encolhido, a perda de passageiros foi menor: caiu apenas 3,1%, resultando em uma maior ocupação das aeronaves.
Para Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, essa queda na oferta não significa necessariamente perda de turista doméstico e pode fazer parte da reacomodação do mercado. A restrição no Santos Dumont reduziu o volume de passageiros internacionais que embarcavam no aeroporto central do Rio e faziam conexão para o exterior em Guarulhos ou Campinas. Agora esses passageiros agora podem embarcar direto do Galeão, eliminando essa “perna”.
Levantamento da SMDUE com base em dados da Anac e da OAG, empresa de dados de aviação, sugere que as restrições no Santos Dumont também podem ter contribuído para baratear as passagens nos voos a partir do Rio. A diferença da tarifa média praticada no Rio em relação à tarifa média no resto do país chegou a 21% no final do ano passado. Após as primeiras restrições no Santos Dumont, a partir de outubro, a diferença começou a diminuir. Em março deste ano, a tarifa média no Rio era 10% maior que a média do país.
— O Rio ainda não recuperou o nível de 2019. É muito importante que o Galeão de desenvolva e que se mantenha coordenado com o Santos Dumont, dentro de uma capacidade adequada às condições atuais do aeroporto — diz Quintella. — Nem o aeroporto nem o acesso viário comportavam a demanda de 11,4 milhões ou mesmo de 9 milhões que vimos no Santos Dumont nos últimos anos. O entorno do aeroporto melhorou bastante. Antes dava engarrafamento até o Aterro do Flamengo — completa.
Excluído da onda de privatizações por pressão da prefeitura do Rio, que pleiteava junto ao governo federal justamente a coordenação entre os dois aeroportos da cidade, o Santos Dumont é hoje o único grande aeroporto sob gestão da Infraero. A decisão da estatal de ampliar a capacidade do aeroporto, que chegou a 11,4 milhões em 2023, acabou por retardar ainda mais a recuperação do Galeão pós pandemia. Com as restrições, o Santos Dumont hoje está limitado a 6,5 milhões.
A coordenação entre os dois aeroportos deverá fazer com que o Rio (dois aeroportos somados) recupere o movimento de passageiros registrado antes da pandemia a partir de 2025.
A expectativa da RIOGaleão é de uma movimentação de 14,2 milhões de passageiros este ano. Se esse movimento se concretizar – e o SDU alcançar o limite da capacidade atual — o crescimento no Rio este ano será de 7%. Serão 20,7 milhões, ante 19,3 milhões no ano passado. Em 2019, os dois aeroportos receberam 23 milhões de passageiros. Naquele ano, 9,1 milhões de passageiros passaram pelo Santos Dumont, e 13,9 milhões pelo Galeão.
O crescimento de 3,4% na movimentação de passageiros no Rio nos primeiros sete meses do ano, contudo, está abaixo do crescimento do país. De janeiro a julho, o volume de passageiros domésticos e internacionais que passaram pelos aeroportos brasileiros aumentou 4,3%, somando 67 milhões. Os aeroportos paulistas cresceram de maneira mais expressiva: alta de 7% em Congonhas e de 6,5% em Guarulhos.
— A tendência de 2025 é subir. O Galeão está preparado para receber esse aumento — diz Quintella.
Com informações da coluna Capital, de O Globo





