Mourão incita Forças Armadas e ‘seus comandantes’ a não se omitirem diante de operação da PF: ‘Desmando desenfreado”

General e senador (Republicanos-RS) chama a Operação Tempus Veritatis, da PF, de ‘devassa persecutória’

O senador e general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), usou o plenário do Senado para afirmar que a Operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal (PF) com objetivo de apurar a intentona golpista do dia 8 de janeiro do ano passado, é uma “devassa persecutória” e insinuar que “as Forças Armadas e seus comandantes não podem se omitir” do que ele qualificou como um “fenômeno de desmando desenfreado”.

A operação da PF, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), teve como alvos 16 militares da ativa e da reserva que teriam participado do planejamento de uma tentativa de golpe de Estado Visando manter Jair Bolsonaro no poder, após ele ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022. 

Entre os alvos da operação estão Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, todos generais e antigos assessores de Jair Bolsonaro. Além disso, ex-comandantes do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, e da Marinha, Almir Garnier Santos, também foram alvos de mandados de busca e apreensão. Há mandados de prisão contra os coronéis Bernardo Romão Corrêa Netto e Marcelo Costa Câmara; e o tenente-coronel Rafael Marins de Oliveira, todos militares da ativa.

“Não vivemos em regimes totalitários, mas estamos caminhando para isso. No caso das Forças Armadas, os seus comandantes não podem se omitir perante a condução arbitrária de processos ilegais que atingem seus integrantes, ao largo da justiça”, disse Mourão.

Ainda segundo ele, a operação busca “caracterizar as manifestações da população como fruto de uma conspiração golpista”, desqualificando assim qualquer forma de protesto contra a situação política vigente no Brasil”. A mera observação da precipitação dos acontecimentos, cada vez mais traumáticos, indica a possibilidade lamentável de um confronto de gravíssimas consequências”, insinuou Mourão mais à frente.

Pouco antes do pronunciamento de Mourão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), emitiu uma nota condenando os atos golpistas como uma “ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável”.

Com informações do 247.

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