Rodrigo Vilela
O Conselho de Ética da Câmara arquivou, nesta quarta-feira, o parecer sobre a representação apresentada pelo Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O Novo acusava Lindbergh de divulgar, em suas redes sociais, imputações falsas contra Marcel van Hattem (Novo-RS) e, com base nessas publicações, acionar indevidamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). O que chama a atenção é que Lindbergh contou com uma ajuda inusitada para isto: o presidente da Câmara, Hugo Motta, ligou para membros do Conselho de Ética e pediu o arquivamento.
Pesou, além do bom momento de Motta com o governo, o marco de uma nova fase da relação com Lindbergh. No último ano, os dois chegaram a romper relações por “bolas divididas” na Câmara. Com as pazes feitas, Motta acenou de forma positiva ao agora ex-lider petista. Aliás, Lindbergh foi aplaudido de pé pelos colegas nesta terça, ao se despedir da função.
Em sua defesa do processo movido pelo Novo, o deputado pelo Rio também ressaltou que a imunidade parlamentar não é absoluta e que o acionamento à PGR teve como objetivo a proteção das instituições democráticas.






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