O motorista João Batista Dias, de 52 anos, que quebrou o braço de um idoso durante briga de trânsito, diz que cometeu a agressão pois foi ameaçado de morte pela vítima.
Segundo ele, o idoso estava com uma arma e essa foi a maneira que ele encontrou para se defender. O caso aconteceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, e foi flagrado por uma moradora.
Em entrevista ao G1, Dias explicou que a confusão começou dois quarteirões antes do local da agressão. Ele conta que o idoso dirigia devagar pela avenida.
“Ao perceber que ele não ia dar passagem, eu passei pela direita. Eu acho que ele ficou um pouco enfurecido e, eu percebendo, atravessei o sinal de atenção de amarelo para vermelho e ele passou atrás.
Quando eu parei, ele emparelhou comigo, me ameaçando de morte. Ele falou: você quer morrer? E fez um sinal de ‘arminha’ para mim. Eu fui seguindo ele porque ele me fechou de novo”, diz.
Mais a frente, Dias parou o carro ao lado do veículo do idoso. Ele conta que viu o motorista se abaixando no banco do carro e imaginou que ele estivesse pegando uma arma, por isso, saiu do carro e foi em direção ao idoso. “Ele já tinha feito um sinal de arminha para mim. Foi fração de segundos. Eu pulei do carro e peguei o braço dele, que estava para empurrar o meu peito”, relembra.
O motorista que agrediu o idoso diz que realmente viu uma pistola no console do carro. Por isso, continuou segurando o braço do idoso. “Se ele tinha feito um sinal de arminha, ele ia pegar uma arma de verdade. E realmente ele pegou. Foi a hora que eu falei: põe o braço para fora. E quanto mais ele não punha, mais eu apertava”, conta.
Quando o sinal abriu, o motorista conta que ninguém foi ajudá-lo e não havia policiamento nenhum no local. “Eu quebrei o braço dele. Dá para ver isso na filmagem claramente, não vou mentir. Estou aqui para expor isso, por Justiça. Quis quebrar o braço dele porque eu não tinha opção. Se eu não quebro, quando eu virasse as costas ele me baleava pelas costas. Eu ia ser só uma vítima fatal”, conta.
Após o caso, Dias conta que foi para outra cidade porque está sendo alvo de ameaças. “Eu tenho medo porque tem pessoas se passando por facções criminosas, dizem que vão acabar com a minha vida, da minha família. Eu já pedi para a minha filha tomar cuidado, falar que não me conhece, que não sabe quem eu sou”, finaliza.
Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, a vítima, que prefere não ser identificada, revelou que jamais imaginou passar por algo parecido. “Se alguém buzina para mim, eu não agiria dessa forma. Acho que não é necessário tudo isso”, disse.






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