A vida do motorista de aplicativo Luiz Alberto Silva Freitas, de 50 anos, foi brutalmente interrompida durante o trabalho, na manhã deste sábado (13). Ele dirigia na Estrada do Engenho, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, quando bandidos disparam em seu carro. O alvo do ataque, segundo informações preliminares, seriam dois passageiros que estavam no banco de trás do veículo — ambos presos em flagrante com uma pistola e munições.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apura o caso. Desolados com a violência, os familiares vão enterrar a vítima nesta segunda-feira (15), no Cemitério do Murundu, em Realengo. Além das viagens de aplicativo, Luiz também trabalhou como assistente de iluminação nos Estúdios Globo.
O velório será realizado na Capela B do cemitério e o sepultamento está previsto para 11h15. Familiares e amigos descreveram Luiz Alberto como trabalhador e presente na rotina da casa. Nas redes sociais, a filha do motorista publicou um texto lamentando a morte do pai.
“Luiz Alberto. Para mim, pai; para outros, tio, Chico, Urso. Acho que a minha ficha ainda não caiu, me recuso a acreditar que amanhã o senhor não vai estar aqui em casa me acordando de manhã cedo”, escreveu.
‘Meu melhor amigo’
Na homenagem, ela diz que viu o pai no sábado pela última vez antes do crime:
“Não quero crer que perdi meu melhor amigo, meu parceiro de baile da forma mais cruel possível. Ontem foi a última vez que te vi, a última vez que ouvi sua voz. Que apesar de tudo, espero ter sido uma boa filha e que o senhor saiba que eu te amo”.

Nos Estúdios Globo, Luiz Alberto era conhecido como Urso. Em suas redes sociais, ele compartilhava registros do ofício com uniforme de trabalho. Amigos que conviveram com o rapaz comentaram o ocorrido: “Gente, meu amigo Urso. Trabalhamos no Projac. Gente muito boa, que triste essa notícia”, comentou uma amiga.
O crime
Luiz Alberto dirigia pela Estrada do Engenho quando teve o carro atingido por mais de 20 tiros. Dois passageiros que estavam no veículo seriam o alvo do ataque de bandidos e foram presos em flagrante com uma pistola e munições.
A DHC fez uma perícia na região e busca imagens de câmeras de segurança na região para tentar esclarecer as circunstâncias do crime.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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