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Motorista de aplicativo é morto com tiro na cabeça em Senador Camará

Polícia Civil investiga se ele pode ter sido vítima de uma emboscada

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Um motorista de aplicativo foi morto com um tiro na cabeça na noite desta segunda-feira (26), em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A Polícia Civil investiga se Wagner Santos Ferreira, de 39 anos, foi vítima de uma emboscada.

De acordo com testemunhas, Wagner estava com dois passageiros no banco de trás do veículo no momento do crime. Uma das linhas de investigação é de que os próprios passageiros tenham efetuado o disparo. Até o momento, ninguém foi preso.

O crime ocorreu por volta das 22h, na Rua Júlio de Melo. Wagner chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Segundo a família, no local ele foi transferido para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde não fez os exames necessários. Em seguida, voltou para o Albert Schweitzer, onde acabou morrendo.

Ainda não há informações sobre o sepultamento da vítima. O caso é investigado pela 34ª DP (Bangu).

O que diz as secretarias?

O Hospital Estadual Getúlio Vargas disse que o paciente foi transferido do Hospital Municipal Albert Schweitzer por decisão do sistema de regulação do município do Rio, “mesmo tendo ciência de que a unidade não conta com tomografia para pacientes superobesos”.

“Ao dar entrada no hospital, Wagner foi atendido por um neurocirurgião e, diante do quadro clínico, foi indicada a realização do exame de tomografia, imprescindível para a realização de cirurgia nesses casos. A regulação municipal decidiu, então, transferir o paciente para outra unidade hospitalar. A SES-RJ vai notificar a Secretaria Municipal de Saúde para que os fluxos de regulação sejam respeitados, evitando que situações como essa voltem a ocorrer”, diz a nota.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que a vítima deu entrada na unidade às 23h17, levado por ambulância dos bombeiros. Ele apresentava extensa lesão por arma de fogo na região frontal da cabeça, com relato de perda de massa encefálica.

“Ele foi imediatamente entubado e recebeu todo o suporte necessário. Às 23h48, a médica responsável solicitou regulação para avaliação da neurocirurgia. O paciente foi direcionado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), unidade de referência em neurocirurgia e com disponibilidade de vaga naquele momento.

No HEGV, Vagner foi prontamente atendido pelo neurocirurgião, que contraindicou a realização de cirurgia e recomendou a abertura do protocolo de morte encefálica. Sendo assim, por estar fora de possibilidades terapêuticas, o paciente retornou ao HMAS. Em nenhuma das duas unidades foi possível realizar a tomografia.

É importante ressaltar que a realização do exame não alteraria o óbito inevitável do paciente, devido à posição e a extensão da lesão causada pelo tiro”.

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