Depois de 12 dias desde que o influencer Vitor Vieira Belarmino fugiu do local onde atropelou e matou com seu BMW o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuda, motoboy que tentou buscar socorro pode ser testemunha mais importante para confirmar o crime. A vítima, recém-casada, estava hospedada em um hotel no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e pretendia ir a um quiosque na praia com a esposa.
A jornalista Vera Araújo, do Globo, teve acesso ao depoimento da testemunha e relata que no meio da tragédia, apesar de Kikuda não ter sobrevivido, o motoboy Francisco Júnior procurou espontaneamente a polícia para relatar tudo que viu na noite do último dia 13.
Francisco estava fazendo uma entrega quando viu um casal atravessar a Avenida Lúcio Costa, em frente ao Hotel C Design. Ele reduziu a velocidade e, ao ver Kikuda e a esposa atravessarem, ouviu “um barulho forte” e percebeu que o fisioterapeuta havia sido atropelado por “um veículo de cor branca”, um “esportivo conversível”. O susto maior foi ver o corpo de Kikuda ser arremessado contra o capô do carro, uma BMW, e cair dentro do veículo, que estava sem a capota.
Além do motorista Vitor, havia cinco mulheres no carro. Segundo o motoboy, ele viu o exato momento em que os ocupantes, com o BMW em movimento, empurraram Kikuda para fora do veículo. O depoimento de Francisco à 42ª DP (Recreio) descreve o acidente:
“Logo após, percebeu que os ocupantes do veículo auxiliaram para que o corpo da vítima fosse colocado para fora do carro, mesmo com o veículo ainda em movimento. Ato contínuo, após o corpo cair ao solo, o veículo continuou sua trajetória, tendo parado um pouco mais adiante”.
O relato de Francisco, de que o corpo foi projetado para dentro do carro, coincide com o depoimento de uma das mulheres que estava no veículo, que contou que o corpo chegou a bater na cabeça dela.
Mais adiante, Francisco viu o carro de Vitor parado e tentou anotar a placa, mas o motorista fugiu. O motoboy encontrou uma peça do carro no caminho e dirigiu-se de moto até um ponto de patrulha da PM na Estrada do Pontal para solicitar socorro para Kikuda. O policial militar acionou os bombeiros do posto da Avenida Gláucio Gil, que enviaram uma ambulância ao local, mas Kikuda já estava morto.
Uma das mulheres que estava no carro disse em depoimento que pegou um carro de aplicativo para voltar para casa. Ao passar pelo local do acidente, ela viu os bombeiros prestando socorro à vítima, mas não desceu do carro e prosseguiu ao seu destino.
Com informações de O Globo.





