Atropelamento no Recreio: policial diz que não viu taxista e temeu confusão ao voltar ao local

Motorista se apresentou na Delegacia da Barra e alegou temor de tumulto por estar armado

O policial militar que atropelou o taxista Raphael de Souza Coelho, de 40 anos, na orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, se apresentou nesta segunda-feira (25) à polícia e afirmou que deixou o local do acidente por medo de confusão. Segundo o depoimento prestado na 16ª DP, o agente alegou que estava armado e temeu reação de pessoas que estavam na região durante a madrugada.

O caso aconteceu no último domingo (24), na Avenida Lúcio Costa, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que Raphael atravessa a pista fora da faixa de pedestres e acaba atingido por um carro cinza. Após o impacto, o motorista deixa o local sem prestar socorro.

Segundo o relato do PM à polícia, ele não viu a vítima no momento do atropelamento. O policial afirmou ainda que chegou a fazer um retorno para voltar ao local, mas decidiu seguir viagem após perceber a presença de pessoas alcoolizadas nas proximidades.

Vídeo registrou atropelamento

As imagens que circulam nas redes sociais e foram exibidas pela TV Globo mostram Raphael atravessando a avenida olhando para o lado contrário ao sentido da via.

No momento em que cruza a pista, ele é atingido violentamente pelo veículo.

O impacto lançou o taxista ao chão e mobilizou pessoas que estavam na orla do Recreio durante a madrugada. O motorista deixou o local logo após o acidente.

Estado grave

Após o atropelamento, Raphael de Souza Coelho foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio.

Segundo informações da unidade de saúde, o estado de saúde da vítima é considerado grave. Familiares e amigos acompanham a evolução do quadro clínico do taxista.

A ocorrência segue sob investigação da Polícia Civil.

Depoimento do policial

Ao se apresentar na delegacia, o policial militar afirmou que decidiu não parar no local por receio de tumulto.

Segundo as primeiras informações do depoimento, ele relatou que não percebeu a vítima atravessando. Logo depois, fez um retorno para voltar ao local e viu pessoas alcoolizadas na região. Segundo ele, temeu reação por estar armado e decidiu deixar o local.

A Polícia Civil agora analisa as imagens do acidente e o conteúdo do depoimento prestado pelo agente.

Investigação

O caso foi registrado na 16ª DP, na Barra da Tijuca.

Investigadores devem analisar as imagens de câmeras de segurança e colher depoimentos de testemunhas.

A identidade do policial não havia sido divulgada oficialmente até a última atualização do caso.

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