Dois episódios recentes de violência que resultaram na morte de um menino e de um policial militar mobilizaram a Comissão de Defesa dos Direitos Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Nesta semana, o colegiado anunciou medidas de acompanhamento e apoio às famílias de Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, morto na Pavuna, e do sargento Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, baleado durante uma operação policial em Rocha Miranda.
Presidida pela deputada estadual Dani Monteiro, a comissão informou que integrantes de sua equipe estiveram, na terça-feira (2), no velório de Bento. Segundo o órgão, a família da criança será atendida ainda nesta semana e continuará recebendo acompanhamento institucional.
A parlamentar manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e destacou que os dois casos refletem os impactos da violência armada no cotidiano da população fluminense.
“Estamos diante de duas perdas que expõem, brutalmente, o quanto a violência armada atravessa a vida cotidiana no Rio de Janeiro”, afirmou Dani Monteiro.
Acompanhamento dos casos
De acordo com a comissão, o trabalho de acolhimento à família de Bento incluirá atendimento e acompanhamento das demandas relacionadas ao caso. A deputada ressaltou que, embora as circunstâncias das mortes sejam distintas, ambas as famílias enfrentam o mesmo cenário de perda.
“De um lado, um menino cheio de sonhos que teve sua vida interrompida enquanto brincava. De outro, um trabalhador do Estado, o sargento Adriano, que saiu de casa para exercer sua função e não retornou”, declarou.
A comissão também informou que acompanhará os desdobramentos das ocorrências e permanecerá à disposição dos familiares.
Pedido de informações
Além do apoio às famílias, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania informou que encaminhará um ofício à Secretaria de Estado de Polícia Militar solicitando informações e esclarecimentos sobre a operação realizada em Rocha Miranda, onde o sargento Adriano Pereira foi baleado.
Para Dani Monteiro, os dois episódios evidenciam a necessidade de discutir formas de enfrentamento da violência. “São histórias diferentes, mas atravessadas por uma mesma realidade de violência que precisa ser enfrentada com responsabilidade”, afirmou.
A deputada acrescentou que o momento exige atenção às famílias atingidas. “Essas famílias precisam de acolhimento e escuta neste momento, e a CDDHC está à disposição para garantir apoio e acompanhamento diante de tamanha dor”, concluiu.






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