O cenário político colombiano foi abalado nesta segunda-feira (11) com a confirmação da morte de Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, senador e pré-candidato à presidência nas eleições marcadas para março de 2026. Uribe, considerado um dos favoritos na corrida eleitoral, não resistiu aos ferimentos provocados por um atentado a tiros ocorrido em 7 de junho, em Bogotá.
O ataque aconteceu durante um evento de campanha no bairro Fontibón, realizado no dia 7 de junho. Testemunhas relataram que o político discursava para apoiadores quando foi atingido por três disparos — dois na cabeça e um na coxa esquerda. O atirador, um adolescente de 15 anos, foi detido no local portando a arma. Até a última atualização, não havia confirmação sobre possíveis vínculos do suspeito com grupos políticos ou criminosos.
Uribe foi levado em estado crítico à Fundação Santa Fé de Bogotá, onde passou por procedimentos neurocirúrgicos e vasculares. Apesar de apresentar melhora inicial, o quadro se agravou no sábado (9) devido a uma hemorragia, levando ao seu falecimento.
O crime gerou comoção nacional e internacional. O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, afirmou: “O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia.” O presidente Gustavo Petro condenou o atentado e ordenou investigação imediata, classificando-o como um ataque à democracia e à liberdade política.
Governos estrangeiros também se manifestaram. O Brasil repudiou o crime e destacou a importância da apuração completa. Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou o atentado como “uma tentativa de assassinato nos termos mais fortes possíveis”.
Miguel Uribe era neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala e filho da jornalista Diana Turbay, sequestrada e morta em 1991 pelo cartel de Pablo Escobar, caso retratado no livro “Notícias de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez. Ele deixa a esposa, María Claudia Tarazona, e um filho.
O assassinato de Uribe revive o histórico sombrio da política colombiana, que já testemunhou três atentados fatais contra candidatos presidenciais nas últimas cinco décadas, marcando mais um capítulo na escalada de violência que ameaça o processo eleitoral no país.
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