Morre Ilka Pinheiro, voz histórica da dublagem brasileira, aos 86 anos

Ela estava internada no Hospital Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio, e a causa da morte não foi divulgada

A dublagem brasileira perdeu uma de suas maiores referências. Ilka Pinheiro, ícone do setor e voz de personagens que marcaram gerações, morreu na quinta-feira (20), aos 86 anos. Ela estava internada no Hospital Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio, e a causa da morte não foi divulgada.

Nascida em Curitiba em 1939, Ilka — batizada Eva dos Santos Pinheiro — iniciou a carreira no rádio nos anos 1950 e entrou para a dublagem na década seguinte, quando a atividade ganhava força no país. Com talento e versatilidade, tornou-se rapidamente um dos nomes mais respeitados do meio, atuando também no teatro e na televisão até consolidar sua trajetória atrás do microfone.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, emprestou sua voz a personagens icônicos como o ET de E.T. – O Extraterrestre, a Princesa Leia de Guerra nas Estrelas, a Mulher-Maravilha em Superamigos e a vilã Maga Patalógica em DuckTales. Sua técnica vocal permitia interpretar heroínas, vilãs, figuras cômicas e criaturas fantásticas com igual precisão.

Entre outros trabalhos celebrados estão Jasmine Lee (A Vida e as Aventuras de Juniper Lee), Batgirl, Srta. Símio (O Incrível Mundo de Gumball), a Feiticeira (He-Man) e Sophie idosa na redublagem de O Castelo Animado.

Além de dubladora, Ilka foi diretora de dublagem, comandando equipes com sensibilidade e rigor artístico. Sua atuação ajudou a moldar a identidade da dublagem brasileira, reconhecida internacionalmente pela expressividade.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

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