Morreu nesta terça-feira (13), aos 93 anos, no Rio, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista, ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) e ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM). Ele era pai do tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, que comandou a FAB entre 2021 e 2023, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que se recusou a aderir ao plano de golpe de Estado.
Carlos de Almeida Baptista comandou a Aeronáutica em um período de transição institucional, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Com quase sete mil horas de voo e atuação destacada em missões internacionais, Baptista teve papel central na modernização operacional da FAB e na Justiça Militar da União.
Trajetória na Força Aérea Brasileira
Nascido em 24 de março de 1932, no Rio de Janeiro, Carlos de Almeida Baptista foi declarado aspirante a oficial em 16 de dezembro de 1954, pela antiga Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos. Piloto de caça e de transporte, acumulou cerca de 7.000 horas de voo ao longo de 54 anos de carreira militar.
Entre as funções exercidas, destacam-se a atuação como piloto das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Congo, o comando do 1º/14º Grupo de Aviação, do 1º Grupo de Aviação de Caça, além de ter sido instrutor da ECEMAR, comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e adido aeronáutico do Brasil na Itália.
Alcançou o generalato em 25 de novembro de 1983 e ocupou cargos estratégicos como comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), chefe do Gabinete do Ministro da Aeronáutica, comandante do IV Comando Aéreo Regional, diretor do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento e comandante-geral do Ar.
Atuação no Superior Tribunal Militar
No campo jurídico-militar, Carlos de Almeida Baptista foi nomeado ministro do STM em julho de 1994, tomando posse em 4 de agosto do mesmo ano. Presidiu o STM entre março e dezembro de 1999, período em que integrou e liderou comissões relevantes, como a de Jurisprudência e a de elaboração do futuro Código de Processo Penal Militar. Aposentou-se do Tribunal em dezembro de 1999 em razão de sua nomeação para o comando da Aeronáutica.
Além da carreira operacional e jurídica, Baptista integrava o Conselho Superior do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), ocupando a Cadeira nº 7, contribuindo para a preservação da cultura e da memória da aviação brasileira.
Em nota, o atual comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, destacou o legado do oficial-general, ressaltando sua dedicação à missão constitucional da FAB e o impacto de sua liderança para a instituição.
Família e honras fúnebres
Casado com Shirley Fátima Duarte de Oliveira Baptista, o tenente-brigadeiro deixa três filhos, além de netos e bisnetos. O velório foi realizado na tarde desta terça-feira (13), no Hangar do III Comando Aéreo Regional (III COMAR), no Rio, com honras fúnebres militar






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