Depois de ser absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Sergio Moro elogiou a Corte e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Moro também reforçou sua atuação política indicando que será cabo eleitoral em um projeto para “derrotar o PT” em 2026. Ele desmentiu rumores sobre um possível revés no seu julgamento, que foi concluído ontem.
— Os boatos sobre minha cassação eram exagerados. O TSE fez ontem um julgamento técnico, independente e rejeitou as acusações falsas e mentirosas que foram feitas buscando a cassação do meu mandato — afirmou Moro nesta quarta-feira.
Moro refletiu sobre sua trajetória durante o julgamento:
— Quando era juiz, diziam que era impossível combater a grande corrupção e acabar com a impunidade no Brasil. E nós fizemos a Lava Jato, um produto das instituições brasileiras no qual tive uma participação relevante durante quatro anos.
O senador anunciou que pretende participar ativamente da campanha presidencial de 2026, apoiando um candidato que não seja o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele mencionou possíveis nomes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
— Oposição sim, mas sem que nós alimentemos essa polarização nacional — declarou.
— Pretendo continuar sendo oposição ao governo Lula, e vejo, infelizmente, o país em rumos errados em vários cenários. Entre eles, o aumento da tributação sobre a população e o aumento da dívida pública sem controle de gastos.
O TSE absolveu Moro das acusações de abuso de poder econômico, caixa dois e uso indevido dos meios de comunicação, baseadas em pedidos apresentados pelo PL e a Federação Brasil da Esperança (que reúne PT, PCdoB e PV). Essas entidades buscavam revisar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, que havia rejeitado as acusações.
Ainda é possível recorrer ao próprio TSE por meio de embargos de declaração ou ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso haja questões constitucionais.
No julgamento de terça-feira à noite, o relator da ação contra o ex-juiz, ministro Floriano de Azevedo Marques, manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
Com informações de O Globo.





