O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro direito. Após o posicionamento da PGR, caberá ao magistrado decidir se autoriza ou não o procedimento.
A solicitação foi apresentada pela defesa de Bolsonaro, que pretende que o ex-presidente seja submetido a uma cirurgia para reparar o manguito rotador e lesões associadas. O pedido foi reforçado na semana passada, após consulta com um ortopedista especialista em ombro e cotovelo.
Evolução do quadro de saúde
De acordo com relatório médico encaminhado ao Supremo, Bolsonaro apresenta melhora no estado geral de saúde após o diagnóstico de broncopneumonia registrado no mês anterior. O documento aponta evolução positiva nos quadros pulmonar e digestivo, além da redução de sintomas como cansaço, refluxo e dificuldade respiratória.
Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, o ex-presidente tem demonstrado maior disposição para atividades cotidianas. O exame físico mais recente também indicou pressão arterial controlada e melhora progressiva na ausculta do pulmão esquerdo.
Decisão depende de parecer
As informações médicas foram enviadas ao STF em cumprimento às regras impostas durante a prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro. A medida foi autorizada por Moraes pelo período de 90 dias, contados a partir de 24 de março, para permitir a recuperação completa do quadro clínico.
Ao final desse prazo, o ministro deverá reavaliar a situação e decidir se o ex-presidente permanecerá em casa ou retornará ao sistema prisional. A eventual autorização para a cirurgia dependerá da análise da PGR e da avaliação do relator sobre a necessidade e as condições do procedimento.






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