Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em Nova York para uma conferência do grupo empresarial Lide sobre a democracia e a economia do Brasil, criticaram os recentes bloqueios de rodovias e os atos realizados perto de quartéis por bolsonaristas golpistas.
Por mais de três horas, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski “O Brasil e o respeito à liberdade e à democracia”.
O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou que “a democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu”. E que as instituições vinham sendo corroídas “sob falso manto da liberdade sem limites”, mas se mantiveram em pé.
“A democracia foi atacada, foi aviltada, mas sobreviveu. O Judiciário não foi cooptado”, disse Moraes, que sugeriu ao Congresso a criação de regras para o uso das redes sociais contra fake news.
“Não é possível que milícias digitais possam atacar impunemente sem que haja uma responsabilização dentro do binômio tradicional da liberdade de expressão, que é a liberdade com responsabilidade”.
Os atos que ocorrem pelo Brasil em protesto contra a vitória de Lula foram criticados por Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que reconheceu o direito dos eleitores de demonstrar inconformismo com o resultado das urnas, mas observou que agressões não podem ser toleradas.
“Protestos e demonstração de inconformismo são normais. Agressão não encontra abrigo na Constituição, muito menos a defesa da ditadura. Isso é lamentável”.
O ministro Luís Roberto Barroso, hostilizado por bolsonaristas na semana passada em Santa Catarina e neste domingo em Nova York, afirmou que os ataques ao Supremo “são marcas do populismo autoritário”.





