O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli afirmou à CNN Brasil na manhã desta sexta-feira (19), quando perguntado sobre a possibilidade de um evento no Brasil tal qual a invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos, que “negar o resultado da eleição é crime e um atentado ao Estado Democrático de Direito”.
As declarações de Toffoli acontecem dois dias depois do site Metrópoles, na coluna do repórter Guilherme Amado, ter denunciado que empresários que apoiam Bolsonaro trocaram mensagens pelo WhatsApp defendendo um golpe de estado caso Lula vença a eleição de outubro. O ministro do SRF chamou os empresários golpistas de suicidas:
“Países democráticos vão retaliar o Brasil economicamente, investidores vão embora, isso vai gerar desemprego, saída de capitais. […] Isso é loucura!”, afirmou.
A invasão ao Capitólio ocorreu em 6 de janeiro de 2021, quando o então presidente estadunidense, Donald Trump, foi derrotado nas urnas e, alegando fraude no sistema eleitoral, incitou seus apoiadores a uma revolta contra o Legislativo, que iria naquele dia oficializar a vitória de seu adversário, Joe Biden, no pleito.
“Eu entendo que o próprio exemplo norte-americano mostrou o fracasso que é esse tipo de atitude que não se dá dentro das regras do jogo. Alguma coisa como essa, na verdade, é tipificada no nosso próprio ordenamento como crime, como um atentado ao Estado Democrático de Direito, como uma subversão, uma rebelião. Neste sentido, penso que a sociedade brasileira está madura o suficiente, e atos recentes acontecidos demonstram isso. As instituições estão fortes, estão sólidas”, afirmou o ministro.
Questionado sobre o ‘humor’ das Forças Armadas, constantemente evocadas por Jair Bolsonaro (PL) para ameaçar a democracia, em relação às eleições, Toffoli garantiu que os militares sabem de seu papel de obediência à Constituição.
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