Em artigo publicado na imprensa esta semana, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou os esforços do governo federal para reestruturar os hospitais federais do Rio de Janeiro priorizando o bom funcionamento dessas unidades. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde busca soluções sustentáveis para melhorar o atendimento, e já houve avanços significativos, como a reabertura de 300 leitos hospitalares.
Nísia Trindade ressaltou no texto publicado no jornal O Globo a importância das parcerias firmadas com a prefeitura do Rio de Janeiro, com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) para implementar medidas de reestruturação.
Uma das ações mais relevantes foi a transferência da gestão do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) para o GHC, que tem como prioridade a reabertura da emergência, fechada desde 2015, além de salas de cirurgia e mais de 200 leitos, com a retomada gradual de todos os serviços.
O Ministério da Saúde também garantiu a prorrogação dos contratos dos funcionários temporários do HFB e assegurou que os direitos dos servidores serão mantidos. Além disso, será ampliada a equipe com a contratação de novos profissionais de saúde, oferecendo também a possibilidade de transferência para outras unidades da rede para aqueles que não desejarem continuar no HFB.
O documento, que estabelece a descentralização do HFB, dá ao grupo gaúcho um prazo de 90 dias para definir o quadro definitivo de funcionários que irá compor a “força de trabalho” para a nova gestão da unidade. Além disso, a empresa também deverá produzir um relatório de diagnóstico apontando a situação da unidade federal em até 180 dias.
Sobre os contratos já firmados pela direção de Bonsucesso, a portaria do Ministério da Saúde afirma que a nova gestora poderá manter os já existentes e assinar novos contratos.
Mudança em etapas
Segundo o Ministério da Saúde, a mudança na administração do hospital será feita em etapas, incluindo descentralização da gestão, abastecimento de insumos, infraestrutura e contratação de pessoal.
No primeiro momento, mais de 2 mil novos trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários administrativos serão contratados por meio de processo seletivo. A pasta reforça que os direitos ficam garantidos para todos os servidores efetivos.
A ministra Nísia Trindade destacou que o objetivo da mudança é dar capacidade plena ao hospital, criando uma gestão eficiente:
— É um grupo de excelência que mostrou isso no Rio Grande do Sul e vai dar essa contribuição fundamental no Rio de Janeiro. Como eu disse, a direção do Hospital Federal de Bonsucesso, a partir de hoje, está com a doutora Elaine Lopes, que é uma profissional que estava na Secretaria municipal de Saúde de Niterói, com ampla experiência no Rio. Então, não estamos desprezando a experiência daí, mas estamos trazendo o que temos de melhor na gestão hospitalar no Brasil.
Com informações de O Globo.





