A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou hoje que o ministério tem se mantido atento ao surgimento de novas variantes da covid-19. Segundo ela, não há evidências de que as novas cepas “escapem à imunização” e, por isso, “a vacina ainda é a melhor forma de proteção”.
Segundo Nísia, até o momento as orientações para prevenção e tratamento do vírus continuam as mesmas e o uso de máscaras é recomendado somente para pessoas imunocomprometidas. Ela disse ainda que há disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) um medicamento antiviral para tratamento de infecções relacionadas à covid-19 assim que for realizado o diagnóstico e no aparecimento de sintomas.
No início da semana, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu nota informativa em que afirma que a variante EG.5 – classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variável de interesse – ainda não foi identificada no Brasil. A nota informa não haver alteração no número de casos notificados de covid-19 ou de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país no momento, “não havendo necessidade de mudança das recomendações vigentes”.
Apesar de o país ainda não ter registrado casos da EG.5, a nota da SBI alerta para a possibilidade de uma nova onda de casos, com baixo potencial de casos graves, baseado nos cenários de países onde a variante já circula. Por isso, a instituição recomenda às autoridades de saúde que tomem medidas para aumentar o número de testes diagnósticos realizados e a vigilância dos casos sintomáticos, para que uma possível mudança no cenário epidemiológico seja detectada precocemente.
A nota da SBI reforça, ainda, o alerta da ministra para a importância de que a população mantenha as carteiras de vacinação atualizadas e a necessidade de que pessoas que tomaram a última dose há mais de um ano tomem a dose de reforço. Ambos reforçam que pessoas que compõem grupos de risco devem levar as orientações com maior rigor.
Com informações do Correio Braziliense.





