Ministério Público Eleitoral ajuíza ação para tornar inelegíveis candidatas fictícias em Nova Iguaçu

Ingrid Benedito e Karen Santos são acusadas de lançar candidaturas fictícias para cumprir a cota de gênero

Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra as candidatas a vereadoras em Nova Iguaçu Ingrid Soledade Benedito, conhecida como Ingrid Benedito, e Karen Angélica Silva dos Santos, a Karen Santos. As duas disputaram as eleições deste ano pela Federação PSDB/Cidadania.

A ação visa apurar supostas candidaturas fictícias para cumprir a cota de gênero, que determina que cada partido ou federação deve preencher, nas eleições proporcionais, o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. O presidente do PSDB, Miguel Arcangelo Ribeiro, é acusado de abuso de poder político.

O MPE verificou que as candidatas Ingrid Benedito e Karen Santos apresentaram votação zerada ou inexpressiva, além de movimentação financeira de campanha zerada ou inexpressiva. A Promotoria relata também que, efetuadas buscas em fontes abertas da internet e redes sociais, não foi encontrado qualquer perfil público ou publicações com atos de campanha eleitoral das candidatas. Tais elementos, para o MPE, evidenciaram que as candidaturas foram apresentadas para que o partido demonstrasse documentação regularizada para lançar candidatos à eleição.

O MPE quer a inelegibilidade por oito anos das candidatas, a contar da data desta eleição. Pede também a anulação dos votos nominais e de legenda recebidos pela Federação PSDB/Cidadania para o cargo de vereador, que seja cassado o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), e também os registros ou diplomas dos candidatos a ele vinculado, assim como seja recalculado os quocientes eleitoral e partidário.

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