Ministério dos Direitos Humanos divulga documento contra discurso de ódio

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou, nesta segunda-feira (3/7) o relatório de recomendações para o Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Extremismo no Brasil. O documento foi produzido por um grupo de trabalho (GT) instituído pelo ministro Silvio Almeida. O GT é formado por integrantes do governo, da sociedade civil,…

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou, nesta segunda-feira (3/7) o relatório de recomendações para o Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Extremismo no Brasil. O documento foi produzido por um grupo de trabalho (GT) instituído pelo ministro Silvio Almeida.

O GT é formado por integrantes do governo, da sociedade civil, estudiosos, influenciadores digitais e pesquisadores. Os membros tiveram 180 dias para produzir o relatório com diagnóstico, conceitos internacionais e recomendações de políticas públicas.

Entre as principais proposições, está a criação do Fórum Permanente de Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Extremismo. O documento também sugere que o Brasil ratifique e implemente a Convenção Interamericana contra Toda Forma de Discriminação e Intolerância, da Organização dos Estados Americanos (OEA).

As recomendações foram divididas em seis eixos. São eles:

— Educação e Cultura em Direitos Humanos;

— Escola e universidade promotoras da paz e da convivência democrática;

— Internet segura, Educação Midiática e Comunicação Popular e Comunitária;

— Proteção às vítimas dos discursos de ódio;

— Dados e pesquisas para subsidiar as ações e as políticas públicas;

— Boas práticas para jornalistas e comunicadores para enfrentar o discurso de ódio.

O relatório também identificou onze principais manifestações de ódio e extremismo a serem combatidas. São elas:

— Misoginia e a violência contra as mulheres;

— Racismo contra pessoas negras e indígenas;

— Ódio e violência contra a população LGBTQIA+;

— Xenofobia e violência contra estrangeiros e nacionais da região Norte e Nordeste;

— Ódio e violência contra as pessoas e comunidades pobres;

— Intolerância, ódio e violência contra as comunidades e pessoas religiosas e não religiosas;

— Capacitismo e violência contra as pessoas com deficiência;

— Grupos geracionais mais vulneráveis ao contágio do extremismo: jovens e pessoas idosas;

— Atos extremistas contra as escolas, instituições de ensino e docentes e a violência decorrente do discurso de ódio;

— O ódio e a violência extremista contra instituições e profissionais da imprensa e ciência e

— Violência política, neonazismo e atos extremistas contra a democracia.

O grupo foi presidido pela ex-deputada federal Manuela d’Ávila, com relatoria de Camilo Onoda Luiz Caldas, pós-doutor pela Universidade de Coimbra em Democracia e Direitos Humanos.

Com informações do Metrópoles.

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