O Ministério da Saúde apresenta nesta quinta-feira (26) um novo conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento de doenças de alta complexidade, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embapii), serão anunciados projetos direcionados ao combate ao câncer, ao diabetes e à esclerose múltipla.
O pacote soma R$ 90 milhões em investimentos. Desse total, R$ 73 milhões serão aportados pelo ministério e pela Embrapii, enquanto R$ 17 milhões virão como contrapartida de sete empresas envolvidas nas iniciativas. A proposta é ampliar o acesso da população a terapias inovadoras, métodos diagnósticos mais precisos e medicamentos estratégicos produzidos no Brasil.
Aposta em terapias avançadas
Entre os projetos contemplados está o desenvolvimento de uma engenharia in vivo de linfócitos CAR-T para tratamento de câncer. A tecnologia é considerada uma das frentes mais promissoras da oncologia moderna por utilizar o próprio sistema imunológico do paciente no combate às células tumorais.
A iniciativa busca internalizar conhecimento e capacidade produtiva, reduzindo a necessidade de importação de tratamentos de alto custo e ampliando a possibilidade de oferta pelo SUS no futuro.
No campo do diabetes, será criada uma plataforma de acompanhamento de pacientes que integra técnicas fotônicas, elétricas e inteligência artificial. A expectativa é que a combinação dessas tecnologias permita monitoramento mais eficiente e intervenções precoces, contribuindo para reduzir complicações associadas à doença.
Biofármaco para esclerose múltipla
Outro eixo do investimento envolve o desenvolvimento de um biofármaco voltado ao tratamento da esclerose múltipla. A doença autoimune, que afeta o sistema nervoso central, exige terapias complexas e de alto custo. O projeto pretende fortalecer a capacidade nacional de pesquisa e produção nessa área estratégica.
O anúncio dos projetos será feito durante cerimônia dedicada à apresentação de ações destinadas a reduzir o tempo de espera para diagnóstico e tratamento de doenças raras no SUS. A agenda integra uma estratégia mais ampla de modernização e ampliação da oferta de cuidados especializados na rede pública.
Redução da dependência externa
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o foco da iniciativa é ampliar a autonomia tecnológica do país na área da saúde.
“Estamos ampliando a capacidade nacional de desenvolver tecnologias para o tratamento de diversas doenças, reduzindo a dependência externa na produção de medicamentos de alta complexidade e garantindo mais acesso à população pelo SUS”, afirmou.






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