Ministério da Saúde investirá R$ 5,8 mi por ano em atendimento a pessoas com autismo no Rio

Os recursos serão aplicados em três centros especializados em reabilitação e em outras duas novas unidades no RJ

Governo federal irá investir em cuidados com pessoas com autismo

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) o fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), com investimento anual de R$ 5,8 milhões para ampliar o atendimento a crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Rio de Janeiro.

Os recursos serão aplicados no custeio adicional de 20% para três centros especializados em reabilitação e em outras duas novas unidades (Rio de Janeiro e Comendador Levy Gasparian). As medidas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas em anúncio feito na semana do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

No Brasil, a expansão da assistência contará com o investimento total de R$ 72 milhões para 71 novos serviços da RCPD e o atendimento às pessoas com TEA, beneficiando 18 estados e o Distrito Federal. 

Também será construído um novo centro no município de Piraí, com recursos do Novo PAC Saúde que também investirá em outras 22 unidades espalhadas por 14 estados do país em um aporte de R$ 207 milhões.

Com as novas unidades, o país contará com o total de 53 centros construídos com recursos do programa. Deste total, 28 já estão em andamento.  

Rastreio de sinais antes do diagnóstico 

O ministro Alexandre Padilha anunciou em Brasília a nova linha de cuidado, que prevê que profissionais da atenção primária façam o rastreio de sinais de TEA em todas as crianças de 16 a 30 meses de idade como parte da rotina de avaliação do desenvolvimento.

A expectativa é que as intervenções e estímulos a esses pacientes ocorram antes mesmo do diagnóstico fechado. A atuação precoce é fundamental para autonomia e interação social futura.   

A estimativa é que 1,2% da população no país tenha TEA. Os dados da pesquisa do IBGE apontam que 71% dos brasileiros apresenta outras deficiências, o que reforça a necessidade de ações integradas no SUS.

A Nova Linha de Cuidado lançada pelo Ministério da Saúde orienta gestores e profissionais de saúde sobre como deve funcionar a rede, da atenção primária aos serviços especializados, com foco no rastreio precoce e início imediato da assistência.  

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