O Ministério da Justiça descarta a demissão do secretário Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Elias Vaz. Integrantes da cúpula da pasta avaliam que a oposição busca usar a agenda do secretário que incluiu a participação da esposa de um chefe de facção para reforçar notícias falsas que tentam ligar o governo Lula ao crime organizado. A informação é da jornalista Bela Megale, do Globo.
Nesta segunda-feira, o jornal “O Estado de São Paulo” publicou uma reportagem com a informação de que o secretário recebeu na sede do ministério Luciane Barbosa Farias, esposa de Clemilson dos Santos Farias, líder de uma facção no Amazonas, conhecido como “Tio Patinhas”. Ela é advogada, apontada como braço financeiro da operação do marido e apelidada de “primeira-dama do tráfico no Amazonas”.
Integrantes da cúpula do ministério afirmaram à coluna que a demissão do secretário não foi debatida e que essa possibilidade não está no cenário. Eles afirmam que o secretário recebeu, “de boa fé”, uma delegação de mulheres levada pela ex-deputada estadual do Rio de Janeiro pelo Psol e vice-presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Anacrim-RJ, Janira Rocha. Luciane estava entre elas.
O secretário relatou que, na visita, Luciane pediu melhoras nas condições dos presos e disse que a direcionou para a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Seneppen), responsável pela demanda.
À coluna, Vaz disse que “nunca passou pela sua cabeça” que a integrante da comitiva pudesse ter qualquer vinculação criminosa. Afirmou ainda que tem total autonomia para fazer suas agendas e que a responsabilidade é dele, de não ter realizado uma checagem prévia sobre as visitantes.
— O ministro Flávio Dino nem sonhava que essa pessoa passou por aqui. Claro que ele ficou chateado, porque os bolsonaristas estão usando isso para divulgar essa fake news maluca que busca vincular as facções criminosas com o governo — disse Vaz à coluna.





