Milícia chefiada por ex-vereador é alvo de ação do MP em Araruama

Agentes cumprem mandados de prisão preventiva contra sete integrantes do grupo, composto por ex-servidores públicos

Uma milícia chefiada por um ex-vereador e ex-PM é alvo de uma ação do Ministério Público nesta terça-feira (3) em Araruama, na Região dos Lagos.

Os gentes cumprem mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas contra sete suspeitos de integrar o grupo. O principal investigado é Sérgio Roberto Egger de Moura, o ex-parlamentar suspeito de coordenar o grupo paramilitar.

A ação foi desencadeada com base em ordem judicial após denúncia feita à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. “As milícias apresentam elevado grau de periculosidade, atuando com uso reiterado de violência ou grave ameaça e colocando em risco a ordem pública e a paz social”, diz o Judiciário.

De acordo com a denúncia, o grupo era responsável pela apropriação indevida de imóveis, extorsão contra moradores e comerciantes, controle de linhas de transporte clandestino e ameaças a autoridades.

Entre os alvos de ameaças e intimidações do grupo, estavam membros do Judiciário e das forças de segurança. Ainda segundo as investigações, os milicianos também são investigados por roubos e homicídios.

Egger já havia sido preso em outras ocasiões. A última delas foi em junho de 2025 por suspeita de envolvimento no homicídio de Elizeu de Almeida Campina, morto a tiros em março do ano passado. Segundo a denúncia, os outros investigados possuíam diferentes funções definidas.

Em janeiro 2010, enquanto ainda era vereador, Egger foi preso por suspeita de participar de um duplo homicídio em 2003, quando era PM. Na ocasião, ele também era suspeito de integrar uma milícia de Araruama. Em setembro do mesmo ano, foi novamente preso, denunciado pelo Gaeco como mandante de uma tentativa de homicídio em novembro de 2009.

Como era a estrutura do grupo

  • Coordenação do transporte alternativo – Função ficava sob responsabilidade do ex-PM João Carlos Alves Machado e do ex-guarda municipal Sirlei Mendonça Marinho.
  • Braço armado – Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o Bimba, foi denunciado por atuar como “pistoleiro” da milícia. Dilson Gabriel de Almeida e Eduardo dos Santos Damas, que era servidor público da Prefeitura, também faziam parte do braço armado do grupo, segundo o MP.
  • Cobrança de valores – Função era exercida por Jefferson Siqueira Nogueira, ainda de acordo com a denúncia.

A reportagem não localizou o contato dos representantes legais dos denunciados. O espaço segue aberto para manifestação.

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