O presidente argentino Javier Milei voltou a criticar Luiz Inácio Lula da Silva ao compartilhar nas redes sociais uma montagem que reúne líderes e ex-líderes associados à esquerda latino-americana. A publicação também elevou a tensão no discurso político entre os dois governos.
Montagem reúne líderes da esquerda
Milei compartilhou no X, na terça-feira (18), uma imagem que apresenta políticos de diferentes países da América Latina como integrantes de um “trem fantasma”. Entre os retratados estão Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff.
A publicação original descreve o grupo como representante do “socialismo empobrecedor do século XXI” e utiliza a expressão “tumor mais difícil de extirpar”. Milei acompanhou a postagem com uma provocação sobre o medo e os possíveis prejuízos econômicos que, segundo ele, seriam associados aos políticos.
Além de Lula e Dilma, a montagem reúne nomes como Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Cristina Kirchner, Néstor Kirchner, Evo Morales, José Mujica, Rafael Correa, Andrés Manuel López Obrador, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro.
Ataques anteriores aumentaram tensão
A nova publicação ocorre após uma sequência de manifestações de Milei contra Lula. Em episódios anteriores, o presidente argentino chamou o brasileiro de “ladrão” e “corrupto” e também compartilhou conteúdo de um parlamentar republicano dos Estados Unidos com uma ofensa dirigida ao presidente brasileiro.
O governo brasileiro já havia sinalizado à Argentina que considerava os ataques pessoais contra Lula uma ultrapassagem de limites nas relações entre os dois países. O Itamaraty chegou a convocar o embaixador argentino após declarações anteriores de Milei contra Lula e integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Relação entre Brasil e Argentina
As declarações públicas de Milei colocam novamente os atritos políticos entre os dois presidentes no centro da relação bilateral. Lula e o argentino possuem posições políticas distintas e já protagonizaram episódios de tensão desde a chegada de Milei à Presidência da Argentina.
Apesar das divergências, Brasil e Argentina mantêm relações diplomáticas e comerciais, com vínculos econômicos relevantes entre os dois países. As novas declarações, porém, acrescentam mais um episódio ao histórico recente de confrontos públicos entre os presidentes.







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