A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como o nome da família Bolsonaro com menor índice de rejeição para a disputa presidencial de 2026, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (19) pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.
Os números divulgados reforçam a crescente movimentação dentro do PL e de setores da direita que passaram a defender Michelle como alternativa eleitoral após o desgaste enfrentado pelo senador Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
De acordo com a pesquisa, Michelle registra rejeição de 45,6%, índice inferior ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece com 49,1%, e também abaixo do percentual atribuído a Flávio Bolsonaro, rejeitado por 52% dos entrevistados.
O levantamento ouviu 5.032 brasileiros adultos entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-06939/2026.
Flávio lidera rejeição
Os entrevistados responderam à pergunta: “Em qual dos políticos listados abaixo você não votaria de jeito nenhum?”.
Flávio Bolsonaro apareceu no topo do índice de rejeição, superando inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira os números divulgados pela pesquisa:
— Flávio Bolsonaro (PL): 52% de rejeição;
— Lula (PT): 50,6% de rejeição;
— Jair Bolsonaro (PL): 49,1% de rejeição;
— Michelle Bolsonaro (PL): 45,6% de rejeição;
— Romeu Zema (Novo): 42,2% de rejeição;
— Fernando Haddad (PT): 39,9% de rejeição;
— Ronaldo Caiado (PSD-GO): 38% de rejeição;
— Renan Santos (Missão): 37,8% de rejeição;
Segundo o levantamento, 0,9% dos eleitores disseram que não votariam em nenhum dos nomes acima mencionados.
Michelle ganha força dentro da direita
Além da menor rejeição entre os integrantes da família Bolsonaro, Michelle também aparece em posição competitiva em cenários de primeiro turno simulados pela pesquisa.
Sem a participação de Flávio Bolsonaro na disputa, a ex-primeira-dama alcança 23,4% das intenções de voto, ficando atrás apenas de Lula e superando outros nomes da direita.
O desempenho passou a fortalecer especulações sobre uma possível candidatura presidencial de Michelle Bolsonaro, especialmente após a crise envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos bastidores do PL, aliados admitem que o nome da ex-primeira-dama voltou a ganhar espaço nas discussões internas depois do vazamento de mensagens e áudios envolvendo o senador e o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.
Escândalo do Banco Master impacta pré-campanha
Segundo a própria pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, 64% dos brasileiros avaliam que o episódio envolvendo Daniel Vorcaro enfraqueceu a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O caso ganhou repercussão após reportagens revelarem conversas em que o senador cobrava recursos financeiros do banqueiro para viabilizar o filme Dark Horse.
As investigações apontam que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões à produção cinematográfica entre fevereiro e maio de 2025.
Inicialmente, Flávio negou qualquer participação nas negociações financeiras. Depois, admitiu ter buscado apoio privado para o projeto, embora tenha negado troca de favores.
A repercussão do caso provocou desconforto entre aliados políticos e passou a gerar dúvidas dentro da direita sobre a viabilidade eleitoral do senador como principal nome do bolsonarismo para 2026.
PL monitora cenários eleitorais
Embora o PL mantenha oficialmente a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, integrantes do partido acompanham com atenção os efeitos políticos da crise e o desempenho de Michelle nas pesquisas.
Nos bastidores, dirigentes avaliam que a ex-primeira-dama possui menor resistência entre eleitores moderados e poderia ampliar o alcance eleitoral do grupo bolsonarista.
A tendência é que novos levantamentos passem a incluir Michelle Bolsonaro com mais frequência nos cenários presidenciais testados pelos institutos de pesquisa.
O avanço do nome da ex-primeira-dama também ocorre em um momento de reorganização da direita para a eleição de 2026, diante das incertezas sobre a participação direta de Jair Bolsonaro no pleito e dos impactos das recentes crises envolvendo aliados do ex-presidente.






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