Metade dos assassinatos de policiais no Brasil ocorre no Rio e Alerj cria comissão para investigar

Entre janeiro e abril, 37 agentes de segurança foram mortos no estado, mais do que em todas as outras unidades da federação somadas

O Rio de Janeiro concentrou mais da metade das mortes de agentes de segurança registradas no país no início de 2025. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, apontam que, entre janeiro e abril, 71 policiais civis, militares e bombeiros militares foram assassinados em serviço no Brasil. Desse total, 37 casos ocorreram no estado, superando a soma das demais unidades da federação no mesmo período.

O cenário alarmante levou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a criar uma Comissão Especial para Apurar Casos de Policiais Civis, Militares e Bombeiros Militares Vitimados em Serviço. O colegiado foi formalizado nesta quarta-feira (13) com a publicação do Requerimento nº 75/2025 no Diário Oficial.

Autor da proposta, o deputado Renan Jordy (PL) destacou que a violência contra profissionais da segurança pública no estado tem sido recorrente e devastadora. “Isso faz com que os profissionais da área da segurança pública estejam em constante estado de aflição e de medo de deixarem suas famílias de forma precoce”, afirmou.

A comissão será formada por cinco parlamentares e terá prazo inicial de 120 dias para atuar, podendo ser prorrogada por até 90 dias. O objetivo é investigar as circunstâncias dessas mortes, analisar fatores de risco e propor medidas que reduzam a letalidade entre os agentes.

Para Jordy, a criação do grupo é essencial para “apurar, analisar e propor soluções” que ajudem a proteger os profissionais e a reduzir o impacto da criminalidade sobre as forças de segurança.

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