O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), iniciará nos próximos dias uma intensa articulação no Senado para garantir os votos necessários à sua aprovação. Serão ao menos 41 parlamentares favoráveis para a confirmação do indicado.
A estratégia envolve corpo a corpo com senadores, visitas a gabinetes e reuniões com lideranças partidárias. A articulação política ficará a cargo de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que deverá atuar na aproximação com parlamentares de centro e oposição moderada, minimizando resistências durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação em plenário.
Messias também buscará apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do senador Rodrigo Pacheco, preterido na indicação. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) atuará como articuladora junto à bancada feminina e ao grupo de senadores evangélicos, reforçando o perfil de fé e moderação do indicado, que é integrante da Igreja Batista e participa de eventos evangélicos desde 2023.
A aprovação de Messias marca a terceira indicação de Lula ao STF e é vista pelo governo como uma oportunidade de consolidar influência na Corte, além de aproximar o Executivo do eleitorado evangélico. A votação em plenário será secreta, abrindo margem para surpresas, mas o governo aposta na combinação de trajetória jurídica, discurso conciliador e apelo religioso para garantir a maioria.






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