Mesmo com indulto presidencial de Bolsonaro, Daniel Silveira não escapa da inelegibilidade: TRE-RJ tem maioria para barrar candidatura ao Senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) formou maioria para cassar a candidatura de Daniel Silveira (PTB-RJ) ao Senado Federal nas eleições deste ano. Silveira teve suas condenações pelo STF perdoadas pelo presidente Jair Bolsonaro, mas não escapou da inelegibilidade. O julgamento, porém, só deve ser concluído na próxima semana, uma vez que ainda restam…

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) formou maioria para cassar a candidatura de Daniel Silveira (PTB-RJ) ao Senado Federal nas eleições deste ano. Silveira teve suas condenações pelo STF perdoadas pelo presidente Jair Bolsonaro, mas não escapou da inelegibilidade.

O julgamento, porém, só deve ser concluído na próxima semana, uma vez que ainda restam os votos de dois desembargadores.

Cinco desembargadores foram a favor de rejeitar a candidatura do deputado federal ao cargo de senador no próximo pleito eleitoral. Ainda restam votar os magistrados Tiago Santos e Kátia Junqueira.

As informações sobre o julgamento de Silveira são do portal Metrópoles.

A maioria do TRE-RJ seguiu a procuradora regional eleitoral Neide Cardoso de Oliveira. Ela defende que o indulto individual concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) não afasta a inelegibilidade do parlamentar. “Não é de hoje que o indulto não alcança os efeitos secundários da pena”, enfatizou o procuradora.

Caso a decisão seja confirmada, Silveira fica impedido de utilizar recursos públicos de campanha e ainda está obrigado a ressarcir os montantes que tenha, eventualmente, recebido do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Em abril deste ano, por 10 votos a 1, o parlamentar foi condenado à prisão de 8 anos e 9 meses e pagamento de multa de R$ 192,5 mil, além da inelegibilidade, após ameaçar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República chegou a pedir que a Corte declarasse a extinção da pena do deputado federal.

Assinada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, a petição da PGR pede que, em virtude do perdão presidencial sejam revogadas as penas impostas ao deputado.

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