Mesmo adiado a pedido de Arthur Lira, manifesto empresarial põe Febraban em confronto com Paulo Guedes

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) deixou de lado seu estilo discreto e passou a entrar em embates com o governo de Jair Bolsonaro e, em particular, com a gestão do ministro Paulo Guedes na economia. Segundo reportagem da Folha, a instituição, que sempre atuou nos bastidores em defesa dos interesses dos maiores bancos do…

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) deixou de lado seu estilo discreto e passou a entrar em embates com o governo de Jair Bolsonaro e, em particular, com a gestão do ministro Paulo Guedes na economia.

Segundo reportagem da Folha, a instituição, que sempre atuou nos bastidores em defesa dos interesses dos maiores bancos do país, evitando exposição pública, rachou depois de uma tentativa de elaborar um manifesto pela “harmonização entre poderes” que, em uma das versões, continha críticas diretas à condução da economia.

A tensão entre o setor e Guedes foi agravada pela deterioração do cenário econômico ao longo deste ano. No mais novo episódio, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ameaçaram deixar de fazer parte da Febraban por discordarem de um manifesto em defesa da democracia endossado pela instituição, que seria divulgado pela Fiesp, mas acabou sendo adiado.

O texto foi votado remotamente pelas instituições e, votos vencidos, Caixa e BB pediram então ao presidente da Febraban que a carta tivesse a assinatura de cada banco, e não da Febraban.

Sem resposta, ameaçaram romper com a instituição. Na avaliação de ambos, a Febraban nunca fez política, publicando cartas, nem mesmo quando houve o movimento pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Tampouco com a operação Lava Jato.

Diante da ameaça de BB e Caixa de deixarem a Febraban, o sub-procurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, pediu explicações ao presidente da Febraban, Isaac Sidney. Ele quer saber se a politização dessas instituições é o motivo que poderá levar à saída delas da entidade.

Ao comentar o caso, Guedes disse nesta segunda-feira (30) ter sido informado de que “alguém na Febraban” teria transformado o documento em um ataqie ao governo Bolsonaro.

Este não é o primeiro atrito de Guedes com a Febraban. O principal embate envolve a defesa do ministro à criação de um tributo sobre transações financeiras aos moldes da extinta CPMF.

Os bancos são contra a medida. Em setembro do ano passado, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, disse ser muito ruim que estejam “apequenando esse debate tentando tratar da reforma tributária como se estivéssemos falando apenas da antiga ou nova CPMF”.

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