A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que são controlados pelo governo federal, se posicionaram contra a adesão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a um manifesto em defesa da democracia. A entidade havia divulgado na quarta-feira (27) que iria se juntar a organizações da sociedade civil na assinatura de um texto em defesa da democracia após novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro. Em texto, a Febraban já havia afirmado que a decisão foi tomada por maioria (ou seja, de forma não unânime), informou a Folha de S. Paulo.
“A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no âmbito de sua governança interna, por maioria, deliberou por subscrever documento encaminhado à entidade pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado ‘Em Defesa da Democracia e da Justiça’”, afirmou a entidade nesta semana. A divergência de Caixa e BB em relação aos bancos privados em torno do tema não é inédita. Em agosto do ano passado, Caixa e BB chegaram a ameaçar deixar a Febraban caso a federação dos bancos aderisse a um texto de teor semelhante. O então presidente da Caixa, Pedro Guimarães (hoje fora da instituição por acusações de assédio sexual), era um dos principais articuladores do movimento. O desembarque não foi adiante.
Com a proximidade das eleições e quase um ano após terem lançado um manifesto em defesa da democracia, empresários têm aderido novamente à defesa pública do sistema eleitoral, em meio à escalada dos ataques de Bolsonaro. Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto —atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)—, o presidente tem dobrado a aposta para deslegitimar o pleito de outubro.






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