Capivara agredida na Ilha do Governador será reintroduzida em área de proteção ambiental

Animal não poderá retornar ao habitat onde vivia devido ao comprometimento da visão, segundo o veterinário do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres

Após mais de um mês de tratamento das feridas e lesões provocadas pelo ataque brutal na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, a capivara agredida por seis homens será transferida para uma área protegida, fechada e sem acesso ao público.

A capivara ficou um mês internada sob cuidados no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Vargem Grande, na Zona Oeste. Segundo o veterinário Jeferson Pires, o animal não poderá voltar ao habitat natural. 

“Infelizmente, a gente não teve boas notícias. O oftalmologista fez uma avaliação desse olho e a gente descobriu que além da catarata que ela tinha, ela também tem uma lesão da retina no olho esquerdo. Então isso vai inviabilizar que esse animal retorne para o seu local de origem”, informou o profissional. 

Anteriormente ao ataque, a capivara vivia em área urbana da Ilha do Governador, onde circulava livremente e mantinha contato frequente com moradores. Com a visão prejudicada, aumentam os riscos de atropelamento e de exposição a outros perigos. O destino do animal ainda será definido em conjunto com órgãos ambientais:

“A gente vai procurar um parque que tenha isolamento, trânsito de carro, ou uma região que seja muito isolada e que, justamente, impeça que esse animal, por um acaso, venha a ser atropelado”, disse o veterinário.

Agressores eram moradores de comunidade no entorno do local do crime | Crédito: Reprodução

Relembre o caso

O crime aconteceu na madrugada do dia 21 de março. Imagens de câmeras de segurança registraram a capivara caminhando pela rua, quando seis homens aparecem logo atrás carregando pedaços de madeira. O animal foi agredido com diversos chutes e socos. 

Os envolvidos foram identificados e encaminhados à Justiça. Segundo a Polícia Civil, o Poder Judiciário manteve a prisão dos seis maiores e a internação provisória dos dois adolescentes infratores. 

Eles também foram multados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visto que o crime foi enquadrado no decreto federal conhecido como “Justiça por Orelha”, que endurece punições por maus-tratos a animais

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